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Teatro Bernardim Ribeiro - detalhe

Designação

Designação

Teatro Bernardim Ribeiro

Outras Designações / Pesquisas

Teatro Bernardim Ribeiro (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Teatro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Estremoz / Estremoz (Santa Maria e Santo André)

Endereço / Local

Avenida 25 de Abril
Estremoz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Construído em consequência do incêndio que vitimou o Teatro Chalet, existente no Rocio, o teatro Bernardim Ribeiro, uma homenagem de Estremoz ao escritor alentejano, começou a ser edificado em 1916, mas as dificuldades financeiras que as diversas subscrições públicas não conseguiram colmatar apenas permitiram a sua conclusão no ano de 1922, com a inauguração a 22 de Julho.
Implantado numa área de expansão da cidade, caracteriza-se por uma linguagem ecléctica, que não deixa de recordar o projecto de Ventura Terra para o Teatro Politeama, em Lisboa (CARNEIRO, 2002, p. 1095). Na verdade, o pintor da tela que decora o tecto da sala de espectáculos é o mesmo que trabalhou na sala lisboeta, o pintor portalegrense Benvindo Seia. Por outro lado, este equipamento inscreve-se num conjunto de teatros de raiz italiana erguidos numa fase de grande difusão destes modelos, que beneficiaram da experiência adquirida anteriormente revelando, por isso mesmo, uma maior qualidade construtiva. No caso particular do Teatro Bernardim Ribeiro, e para além da já referida aproximação ao Politeama, é possível estabelecer fortes pontos de contacto com o espaço interior do teatro Rainha D. Amélia - São Luís, em Lisboa (IDEM, p. 1095). O próprio volume conhecido como Jardim de Inverno, de época mais tardia e que foi acrescentado ao alçado sudoeste, revela grandes semelhanças com o lisboeta.
O alçado principal apresenta corpo central mais destacado em relação aos laterais, com frisos a estabelecer três registos. O primeiro é marcado pela abertura de três portadas, o segundo pelo janelão de sacada e o terceiro pelo remate deste vão, em arco de volta perfeita. Ladeiam-no elementos de estuque, e um friso interrompido pelo lettring com a designação do teatro, terminando o alçado numa cimalha mais elevada na zona central e com elementos decorativos de grinaldas e festões a enquadrar as armas da cidade.
O interior, com plateia, camarotes de primeira ordem sem os centrais, balcão e galeria, esta última sem pilares, era decorado por elementos de estuque dourado. O tecto, com a representação do Triunfo, foi executado por Benvindo Ceia.
Em 1990 foi objecto de um projecto de revitalização que dotou o teatro de modernos equipamentos, mas privilegiando a utilização de uma linguagem contemporânea que torna evidente a intervenção, principalmente em determinados espaços.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Teatros portugueses de raíz italiana, Dissertação de Doutoramento em Aruqitectura apresentada à Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto

Local

Porto

Data

2002

Autor(es)

CARNEIRO, Luís Soares