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Quinta de São Francisco de Borja, considerada no seu todo, habitação com capela, dependências de lavoura, terrenos anexos e todos os azulejos que a decoram - detalhe

Designação

Designação

Quinta de São Francisco de Borja, considerada no seu todo, habitação com capela, dependências de lavoura, terrenos anexos e todos os azulejos que a decoram

Outras Designações / Pesquisas

Casa e Capela da Quinta de São Francisco Borja(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Almada / Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

Endereço / Local

-- -
Pragal

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983 (ver Decreto)Edital N.º 12 de 28-01-1981 da CM de Almada
Despacho de homologação de 2-09-1980
Parecer de 29-08-1980 da COISPCN a propor a classificação como VC
Proposta de classificação de 8-03-1978 do FFH

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Outrora parte integrante de uma quinta de maiores dimensões, a casa de São Francisco de Borja encontra-se, actualmente, confinada entre um bairro social e uma artéria bastante movimentada, para a qual se direcciona a fachada principal.
A capela prolonga o volume rectangular da habitação, inserindo-se, por isso, nas denominadas casas com capela integrada no alçado principal. Resulta deste conjunto uma vasta frente, pautada pela linearidade e quase ausência de elementos decorativos. Na casa, distingue-se o andar nobre pelas janelas de sacada protegidas com grades. No extremo, a capela é rematada por um frontão triangular, e flanqueada por cunhais pilastras, coroados por urnas. Ao centro, abre-se o portal, recto (com escadaria fronteira), e que se liga ao janelão sobreposto.
São muito escassos os estudos que, até à data, incidiram sobre este imóvel. Em todo o caso, tem sido commumente aceite a existência de duas grandes campanhas de obras nesta casa rural. Uma primeira, teria ocorrido no início do século XVIII. A segunda, mais tardia, foi responsável, ao que tudo indica, pela edificação do segundo piso e da capela, justificando-se assim a inexistência de escadaria exterior de acesso ao andar nobre (CALDAS, 1999, pp. 130 e 285).
Do lado oposto ao templo, um portão exibe um painel de azulejos com o nome da quinta e a representação de São Francisco, desenvolvendo-se, a seguir, as dependências agrícolas. A fachada posterior apresenta uma composição semelhante.
No interior, muito descaracterizado, existiram, outrora, revestimentos e azulejos do século XVIII, hoje infelizmente desaparecidos.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

A casa Rural dos Arredores de Lisboa no Século XVIII

Local

Porto

Data

1999

Autor(es)

CALDAS, João Vieira