Saltar para o conteúdo principal da página

Fonte Antiga, ou Fonte da Vila - detalhe

Designação

Designação

Fonte Antiga, ou Fonte da Vila

Outras Designações / Pesquisas

Fonte Antiga / Fonte da Vila(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Fonte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Nazaré / Nazaré

Endereço / Local

Rua Combatentes do Ultramar
Nazaré

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (classificou como VC) (ver Decreto)
Edital de 9-09-1977 da CM da Nazaré
Despacho de homologação de 8-06-1976
Parecer de 4-06-1976 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como VC
Proposta de classificação de 11-02-1976 do MEADJM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Fonte está situada na Rua dos Combatentes do Ultramar, estrada que liga a Nazaré e a Pederneira (EN 8-5), e presentemente incluída na zona de expansão das duas povoações, estando rodeada por vários loteamentos.
É uma construção em alvenaria de pedra e tijolo, rebocada e caiada, com decoração de cor ocre assinalando as volutas, os cunhais e as pilastras. Apresenta três corpos delimitados por pilastras, sendo o central mais elevado e rematado por um frontão com volutas e pináculos. Duas fiadas de pilaretes definem a área para abastecimento exclusivo de pessoas, onde existe um tanque retangular sem qualquer decoração, com um banco de cada lado. A água jorra por três bicas, e passa através de canalização subterrânea para outro tanque de forma alongada, situado num plano inferior, junto à estrada, para utilização por animais.
Por trás da fonte localiza-se a cisterna (mãe-de-água), construída com pedra e argamassa, e coberta por terra e vegetação. Aí termina o aqueduto de captação das águas da antiga ribeira do Enxurro (CASTRO: 1762, Tomo I, Parte I, Cap. VII, p.121). Os trabalhos efetuados em 2008 para a desobstrução do aqueduto (FIDALGO: 2009, p. 65), deixaram à vista uma caleira feita com telhas de canudo invertidas, que direcionam as águas para uma primeira caixa decantadora, e daí através de um tubo de grés para uma segunda, que faz a decantação da água e o encaminhamento para a cisterna, bicas e para sul por um tubo em cerâmica de dimensões maiores que os restantes. Pôde constatar-se que o aqueduto tem uma configuração em "Y" com dois tramos, tendo o mais curto cerca de 3 metros de comprimento, e encontrando-se tapado por pedra, e o outro 10,6 metros e estando interrompido por uma camada de terra donde ainda escorre alguma água. Os trabalhos foram suspensos nesta cota para não pôr em causa a estabilidade do próprio aqueduto (FIDALGO: 2009, p. 65).
História
No antigo concelho da Pederneira, atualmente integrado no da Nazaré, existiram várias fontes e poços indicadas na bibliografia, não sendo evidente a sua identificação e localização atual.
Indica-se como mais verosímil a descrição feita pelo P. Carvalho da Costa de "uma fonte perto dela [vila da Pederneira] na horta de Luis Ignacio, que mandou fazer o dito Governador Manoel Gomes Pereira à sua custa, para os passageiros beberem" (COSTA: 1712, Tomo III, Cap. IX, p. 137). A data em que Gomes Pereira foi Governador do Forte de S. Miguel, final século XVI/início do século XVII, é compatível com a construção de outro chafariz iniciado por D. Sebastião e terminado por Gomes Pereira, tal como Costa também indica, ou a fonte mandada fazer pelo Cardeal Dom Henrique, Abade Comendatário do Mosteiro de Alcobaça, indicada no manuscrito de Frei Manuel de Figueiredo (1780). Também o facto de se situar no exterior da povoação, e mostrar uma construção mais sofisticada, com recurso a um aqueduto - dificilmente compatível com a origem milagrosa relatado por Alão (1628) pela inexistência neste mesmo local duma nascente - no caminho utilizado pelos peregrinos dos vários Círios ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré justifica plenamente a sua grande utilidade, disponibilizando água tanto para as pessoas, como para os animais, que necessitariam de um abastecimento de água com muita abundância, dada a grande afluência de fiéis a estes acontecimentos.
O facto de ser conhecido atualmente também como Fonte da Vila poderá ser interpretado como sendo o chafariz mais antigo ainda existente.
Maria Helena Ribeiro dos Santos, DGPC, 2015
Colaboração de Carlos Fidalgo, Câmara Municipal de Nazaré, 2015

Imagens

Bibliografia

Título

Corografia Portuguesa e descripçam topographica do famoso Reyno de Portugal

Local

Lisboa

Data

1712

Autor(es)

COSTA, Pe. António Carvalho da

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Portugal Antigo e Moderno

Local

Lisboa

Data

1972

Autor(es)

PINHO LEAL, A. P. Soares

Título

Antiguidade da sagrada imagem de Nossa S. de Nazareth: grandezas de seu sitio, casa, & jurisdiçaõ real, sita junto à villa da Pederneira...

Local

Lisboa

Data

1628

Autor(es)

ALÃO, Manoel de Brito

Título

Manuscrito. BNL, Cód. 1479

Local

-

Data

1780

Autor(es)

FIGUEIREDO, Frei Manuel de

Título

SIPA - Ficha IPA: 00004949

Local

-

Data

1999

Autor(es)

PERDIGÃO, Lurdes; MENDONÇA, Isabel

Título

Mapa de Portugal

Local

Lisboa

Data

1762

Autor(es)

CASTRO, João Baptista de

Título

Inventário do Património Imóvel do Concelho da Nazaré. Imóveis Classificados. Volume I.

Local

-

Data

2009

Autor(es)

FIDALGO, Carlos