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Casa de São Tomé - detalhe

Designação

Designação

Casa de São Tomé

Outras Designações

Quinta de São Tomé
Museu POROS

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Condeixa-a-Nova / Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova

Endereço / Local

Quinta de São Tomé
Condeixa-a-Nova

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situada no centro da vila de Condeixa-a-Nova, a Casa de São Tomé integrava uma grande quinta, que foi transformada no Parque Verde da Ribeira de Bruscos. O edifício terá sido fundado no início do século XVI, tendo sido alterado, ou ampliado, por obras executadas cerca de 1705 pela família Figueiredo Guerra, e novamente renovado na segunda metade do século XIX.
Originalmente, a casa desenvolvia-se numa planta em U, dividida em dois pisos, com capela privativa na ala direita e apresentando elementos manuelinos, como as molduras de algumas janelas junto à igreja.
Nos anos finais do século XX a Casa de São Tomé encontrava-se muito arruinada, pelo que foi adquirida pela Câmara Municipal de Condeixa com o objetivo de reabilitar o espaço e aí instalar um núcleo museológico, dedicado ao Portugal Romano. O projeto museográfico e as obras de revalorização, que tiveram início em 2011, requalificaram a ruína do edifício e mantiveram a planimetria, mas alteraram substancialmente o espaço interno e externo da antiga casa, apagando os traços da arquitetura senhorial setecentista que ainda se podiam reconhecer em meados do século XX.
História
Pouco se sabe sobre as origens da Casa de São Tomé, supondo-se que a construção original datará dos alvores do século XVI. Santos Conceição indica Martim Gomes de Figueiredo como seu fundador (Conceição: 1983); este fidalgo, que foi superintendente das coudelarias da Comarca de Coimbra no primeiro quartel do século XVI, era também proprietário do Paço dos Figueiredo, onde hoje se encontram instalados os paços do concelho de Condeixa-a-Nova. Certo é que os Figueiredo, posteriormente Figueiredo da Guerra, foram os proprietários da Quinta de São Tomé desde, pelo menos, os inícios do século XVII.
Em 1705, conforme atesta uma inscrição colocada na cabeceira da capela, foram executadas obras substanciais de renovação e ampliação do espaço dando à casa um cariz solarengo, integrando no edifício reformado alguns elementos manuelinos que comprovam a sua origem quinhentista.
Cerca de 1869 a casa terá sido novamente objeto de obras de melhoramento, sendo a quinta, à época, uma das maiores produtoras agrícolas da região de Coimbra (Rodrigues: 2011, pp. 30-31).
Na segunda metade do século XX a quinta entrou em progressiva decadência, e em 2006 a Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova adquiriu o imóvel arruinado para, como foi referido, instalar no seu espaço serviços museológicos. Depois das obras de requalificação, decorridas entre 2011 e 2015, a Casa de São Tomé foi transformada no Museu Multimédia Portugal Romano e Sicó (POROS), inaugurado em 2016. Pretendendo ser um polo complementar às Ruínas Romanas de Conimbriga, apresenta informação interativa e tridimensional acerca da romanização da Lusitânia.
Catarina Oliveira
DGPC, 2016
(com a colaboração de Marta Manaia, CM Condeixa-a-Nova)

Imagens

Bibliografia

Título

"Condeixa-a-Nova"

Local

Coimbra

Data

1983

Autor(es)

CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos

Título

"Habitação nobre da vila de Condeixa. Dissertação de Mestrado."

Local

Coimbra

Data

2011

Autor(es)

RODRIGUES, Marta Sofia da Silva