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Casa na Rua do Outeiro (actual Rua José Estêvão), 35 e 37 - detalhe

Designação

Designação

Casa na Rua do Outeiro (actual Rua José Estêvão), 35 e 37

Outras Designações / Pesquisas

Casa na Rua do Outeiro, n.º 35 a 37 / Casa na Rua José Estêvão, n.º 35 a 37 (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Abrantes / Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede

Endereço / Local

Rua José Estêvão (Antiga Rua do Outeiro)
Abrantes

Número de Polícia: 35-37

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (Nota - O decreto considerou incorretamente os números 35 e 37 como dois imóveis distintos) (ver Decreto)
Edital de 2-01-1976 da CM de Abrantes
Despacho de homologação de 18-03-1975 do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer favorável de 7-03-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE
Proposta do delegado da JNE no concelho para a classificação como VC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

No conjunto de imóveis da Rua José Estevão, o edifício correspondente aos números 35 e 37 destaca-se, não pelas suas reduzidas dimensões, mas principalmente pelas molduras dos vãos, em granito trabalhado, com remates em alvenaria pintada.
A fachada acompanha o declive da rua, apresentando, no piso térreo duas portas, uma das quais sob a pilastra que define os limites do edifício, o que quebra a simetria e regularidade observada na restante composição. Este facto poderá, eventualmente, indiciar alterações posteriores, talvez motivadas por uma organização interna diferente da contemplada no programa original.
No primeiro andar rasga-se a janela mais significativa do conjunto, com varanda protegida por gradaria trabalhada, e remate superior em frontão triangular, sobre o lintel. Por fim, uma janela de linhas rectas encontra-se junto à cimalha, interrompendo o friso.
Longe dos modelos eruditos da arquitectura civil setecentista, este imóvel enquadra-se no surto construtivo que Abrantes conheceu entre os séculos XVIII e XIX, muito possivelmente, em consequência do crescimento industrial e, em particular, da indústria da seda, impulsionada pelo marquês de Pombal na segunda metade de Setecentos. Este incremento económico terá dado origem a uma burguesia que edificou as suas habitações na antiga malha urbana da cidade.
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Toponimia Abrantina.

Local

-

Data

-

Autor(es)

CAMPOS, Eduardo