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Casa na Rua do Arcediago, 4 e 6 - detalhe

Designação

Designação

Casa na Rua do Arcediago, 4 e 6

Outras Designações / Pesquisas

Casa na Rua do Arcediago, n.º 4 a 6(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Abrantes / Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede

Endereço / Local

Rua do Arcediago
Abrantes

Número de Polícia: 4

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (Nota - O decreto considerou incorretamente os números 4 e 6 como dois imóveis distintos) (ver Decreto)
Edital de 2-01-1976 da CM de Abrantes
Despacho de homologação de 18-03-1975 do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer favorável de 7-03-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE
Proposta do delegado da JNE no concelho para a classificação como VC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Rua do Arcediago é mencionada na documentação, pelo menos, desde 1545, devendo a sua denominação ao facto de, nesta artéria de Abrantes, ter vivido o seu arcediago (CAMPOS, 1989, p. 52).
Trata-se de um rua estreita e sinuosa, e a Casa com os números 4 a 6 corresponde a uma das curvas desenhadas pela artéria. A edificação do imóvel remonta ao século XVIII, como parece comprovar o registo de azulejo patente na fachada. Representando Nossa Senhora do Monte do Carmo, como refere a legenda inferior (N. S. do M.e do Carmo), este é o elemento que mais se destaca, numa fachada sem decoração, e onde os vãos, de linhas simples, são assimétricos e de configuração diversa. O registo de azulejos, envolto por uma moldura de alvenaria de desenho recortado, foi pintado em tons de azul e amarelo, e executado na segunda metade do século XVIII, constituindo, por sua vez, um elemento de referência na datação do imóvel.
Na realidade, este edifício parece integrar-se nas designadas habitações correntes, cuja importância para a história do urbanismo, começa agora a ser valorizada, ainda que não tanto como um elemento isolado, mas sim como parte integrante de um todo que merece ser preservado.
Em Abrantes, o desenvolvimento atingido no sécuco XVI parece ter conhecido um seguimento que se consubstanciou nas centúrias seguintes, pois à natural vocação defensiva da vila, juntou-se uma crescente relevância em termos administrativos, políticos, económicos, religiosos, a que a proximidade com o Tejo não foi estranha. A agricultura ganhou uma maior projecção e a indústria começou a surgir, na primeira metade do século XVII, existindo, à época, fábricas de sabão, de curtumes, carvoarias, fornos de vidro e cal, que culminam com a indústria das sedas, instituída pelo Marquês de Pombal, e plenamente desenvolvida no final do século XVIII. Esta situação está na origem do crescimento urbano e do aparecimento de novas habitações na centúria de Setecentos.
Contudo, e apesar do seu elevado número, estas casas inserem-se num modelo não erudito e bastante sóbrio, pontualmente diferenciado através de diferentes factores, como o registo de azulejo da Casa na Rua do Arcediago vem demonstrar.
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Toponimia Abrantina.

Local

-

Data

-

Autor(es)

CAMPOS, Eduardo