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Casa na Rua Grande (Santos e Silva), 24 e 26 - detalhe

Designação

Designação

Casa na Rua Grande (Santos e Silva), 24 e 26

Outras Designações / Pesquisas

Casa na Rua Grande, n.º 24 e 26 / Casa da Família Guedes de Campos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Abrantes / Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede

Endereço / Local

Rua Santos e Silva (também conhecida por Rua Grande)
Abrantes

Número de Polícia: 24 a 26

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (Nota - O decreto considerou incorretamente os números 24 e 26 como dois imóveis distintos) (ver Decreto)
Edital de 2-01-1976 da CM de Abrantes
Despacho de homologação de 18-03-1975 do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer favorável de 7-03-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE
Proposta do delegado da JNE no concelho para a classificação como VC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A actual Rua Santos e Silva corresponde à antiga Rua Grande, assim designada por ser uma das principais artérias da cidade, que liga as igrejas de São Vicente e de São João Baptista. É natural que esta via seja contemporânea de ambos os templos, edificados o primeiro na centúria de Quinhentos e o segundo fundado pela Rainha Santa Isabel em 1300, mas com reformas significativas nos séculos XVI e XVII.
Em todo o caso, as habitações que definem a Rua Grande são já do século XVIII e XIX, e a sua importância mede-se, essencialmente, por formarem um conjunto relativamente homogéneo, e não tanto pelo seu valor individual. Na realidade, estes imóveis deixam adivinhar a herança de modelos mais eruditos da arquitectura civil portuguesa, através das longas fachadas e dos vãos simétricos. Contudo, e se o ritmo das portas e janelas não converge para o centro da frontaria, onde se encontraria o brasão da família, o tratamento privilegiado do andar nobre mantém-se, e é aqui que se encontram as varandas de sacada com gradaria de ferro forjado, como podemos observar neste imóvel correspondente aos números 24 a 26 da antiga Rua Grande. Às características já referidas, acrescenta-se, no presente caso, o terceiro piso formado pela mansarda com janela de sacada semelhante às do andar intermédio.
Este, como os restantes imóveis desta artéria, pertenciam, muito possivelmente, a uma burguesia em ascensão, fruto do crescimento económico propiciado pelas várias fábricas e pela indústria da seda, estabelecidas, à época, em Abrantes.
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Toponimia Abrantina.

Local

-

Data

-

Autor(es)

CAMPOS, Eduardo