Saltar para o conteúdo principal da página

Casa na Rua do Paço Real (D. João IV), 43 - detalhe

Designação

Designação

Casa na Rua do Paço Real (D. João IV), 43

Outras Designações / Pesquisas

Casa na Rua D. João IV, 43
Palácio Almada / Palácio dos Albuquerque / Casa na Rua D. João IV, n.º 37 a 45(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palacete

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Abrantes / Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede

Endereço / Local

Rua D. João IV (antiga Rua do Paço Real)
Abrantes

Número de Polícia: 37 a 45

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Edital de 2-01-1976 da CM de Abrantes
Despacho de homologação de 18-03-1975 do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer favorável de 7-03-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE
Proposta do delegado da JNE no concelho para a classificação como VC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O denominado Paço Real, cuja designação lhe advém da permanência de diversos membros da família real portuguesa, é uma construção que deverá remontar ao século XVIII, encontrando-se entre os mais importantes edifícios civis da cidade.
A sua fachada principal é bastante extensa, ao gosto da arquitectura setecentista, apresentando, em todo o seu comprimento, uma série de vãos simétricos, cujo ritmo converge para a zona central da frontaria. Esta, é delimitada por pilastras, enquadrando a porta principal, ladeada por duas janelas de linhas rectas, à qual se sobrepõem três janelas de sacada. Um amplo frontão triangular, rasgado por uma janela de sacada, remata a secção central, introduzindo o elemento que mais caracterizou a arquitectura neoclássica em Portugal. Nas secções laterais da fachada, o imóvel adapta-se ao desnível da rua, desenvolvendo-se em dois ou três pisos. Contudo, o andar nobre distingue-se dos restantes pela unidade e prestígio que lhe conferem as sacadas com grades de ferro forjado. Os ângulos do edifício são encimados por pináculos em forma de urna. No interior, ganham especial relevância os lambris de azulejo de padronagem pombalina.
Nesta medida, o palácio deixa adivinhar a herança de modelos mais eruditos da arquitectura civil portuguesa, bem presentes na longa frontaria e nos vãos simétricos, impondo à cidade uma fachada cenográfica de grande impacto.
Por todos estes motivos, o Paço Real foi o local escolhido por muitas das figuras que se hospedaram em Abrantes, como é o caso do General Junot, do Duque de Wellington aquando das invasões francesas, mas também acolheu os membros da realeza portuguesa, como D. Miguel ou D. Maria II e D. Fernando. De facto, quando D Maria veio a Abrantes, o então Governador da Praça e proprietário do Palácio, o Brigadeiro Luís Inácio de Gouveia, disponibilizou de imediato a sua casa, por ser a melhor da vila, procedendo a Câmara a uma série de melhoramentos de forma a receber condignamente Sua Magestade (MORATO, 1981, pp. 180-184).
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Toponimia Abrantina.

Local

-

Data

-

Autor(es)

CAMPOS, Eduardo

Título

Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes

Local

Abrantes

Data

2002

Autor(es)

MORATO, António Manuel