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Edifício do século XVIII no Largo de Goa, Damão e Diu, na Batalha - detalhe

Designação

Designação

Edifício do século XVIII no Largo de Goa, Damão e Diu, na Batalha

Outras Designações / Pesquisas

Edifício do Séc. XVIII, no Largo Goa, Damão e Diu(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Batalha / Batalha

Endereço / Local

Largo de Goa, Damão e Diu
Batalha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O imóvel do século XVIII, que se encontra classificado, localiza-se na vila da Batalha, no "Largo Goa, Damão e Diu", destacando-se da envolvente onde predominam, sobretudo, edificações modernas. Encontra-se este edifício a Sul do Mosteiro da Batalha, dentro da sua Zona Especial de Proteção e muito próximo da Igreja Matriz que se situa a Sul.
Numa vila fortemente marcada pela presença do mosteiro de Santa Maria da Vitória e pelas alterações urbanísticas efetuadas ao longo do século XX, edifícios que apresentem um linguagem arquitetónica do período barroco são raros, destacando-se, entre eles, este imóvel (SEQUEIRA, 1955).
O edifício apresenta uma planta quadrangular coberta por telhado de quatro de águas, sendo a entrada nobre, que se situa a poente, valorizada por uma escadaria que antecede uma varanda alpendrada, elemento de maior significado no conjunto edificado. Ainda que de linhas simples, esta escadaria, que tem início no jardim fronteiro limitado por um muro, aproxima-se das suas congéneres de época barroca. Ao desenvolver-se no exterior do edifício, as escadas revelam o carácter de menor urbanidade do imóvel, uma vez que, na maioria dos solares citadinos, a escadaria nobre foi remetida para o interior dos mesmos (AZEVEDO, 1969, p. 72).
A varanda alpendrada, por sua vez, é suportada por colunata para a qual se abrem dois portais encimados por verga de cantaria ondulada, com decoração concheada ao centro, sendo ladeados superiormente por dois fogaréus e, na zona inferior, por aletas.
Na fachada lateral, as janelas de cantaria exibem molduras simples e aventais recortados, numa sequência rítmica própria da arquitetura civil do século XVIII. O tratamento do segundo piso contrasta fortemente com o inferior onde surgem vãos simples de perfil retangular, o que corresponde à habitual valorização do denominado andar nobre no contexto nacional (AZEVEDO, 1969, p. 72), valorização ainda mais acentuada se tivermos em consideração que a varanda se encontra, também, no piso mais elevado.

História
O edifício construído no século XVIII foi, no segundo quartel do século XX, sujeito a uma adaptação ao nível do piso inferior com objetivo de o transformar em estabelecimento comercial, atividade esta que ainda hoje se mantém. Para essa adaptação, foi necessário demolir alguns anexos adossados à casa de habitação, bem como certos setores do muro que rodeava o edifício, permanecendo este apenas no alçado poente onde protege um pequeno jardim.
Rosário Carvalho/IPPAR/2004, atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016.

Imagens

Bibliografia

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Inventário Artístico de Portugal, vol. V (Distrito de Leiria)

Local

Lisboa

Data

1955

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos