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Mamoa de Moumiz - detalhe

Designação

Designação

Mamoa de Moumiz

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Mamoa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Resende / Paus

Endereço / Local

- em planalto sobranceiro a Paus
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Classificada em 1993 como "Imóvel de Interesse Municipal", a "Mamoa de Moumiz" ergue-se numa planura sobranceira ao vale de Paus, nas proximidades da localidade de Resende, na parte superior da bacia do rio Bestança, em zona de terras férteis.
Estamos, por conseguinte, em presença de um arquessítio representado por um sepulcro megalítico, datável do Neo-calcolítico desta região ibérica, constituído por uma mamoa - ou tumulus - perfeita de material terroso e pétreo de pequenas dimensões, que cobriria por completo, na origem, o túmulo, conferindo-lhe, de algum modo, um certo destaque na paisagem envolvente. Configurando uma espécie de calote esférica, as populações locais passaram a apelidar estes sítios como mamoas, ainda que também sejam vulgarmente conhecidos, entre outros termos, por madorras.
Destinada à tumulação colectiva, por excelência, a mamoa em epígrafe ostenta um raio de aproximadamente sete metros, sendo ainda bastante visível a couraça lítica, onde afloram fragmentos de alguns blocos graníticos que formariam a primitiva câmara funerária. Não obstante, e como sucede, infelizmente, na maioria dos restantes exemplares desta tipologia arqueológica, ela apresenta uma cratera de violação com um raio superior a um metro, a denunciar, no fundo, uma prática há muito enraizada no imaginário popular de quase todos os tempos e lugares, sobretudo da ocidentalidade: a eterna busca de tesouros encantados, em locais, como estes, associados, durante largos séculos e, até, milénios, às mais imaginativas lendas, raramente (ou nunca) relacionadas com a sua verdadeira função e cronologia. Uma postura que acabaria por ser reforçada durante a Idade Média, por parte dos novos valores espirituais, na sua necessidade de se sobreporem às anteriores práticas pagãs, muitas das quais desenvolvidas, precisamente, em torno de algumas tipologias megalíticas, porquanto as mais antigas que povoavam as crenças locais, um cenário que seria somente ultrapassado com o advento positivista, já em pleno século XIX, com a emergência do campo disciplinar da Arqueologia.
E, na verdade, as condições propícias à fixação de comunidades humanas nesta região viseense, decorrentes das excepcionais condições cinegéticas presentes no seu termo, ficaram bem patentes no processo de romanização do actual território português, que teve, também aqui, a sua expressão, nomeadamente através da construção de uma uilla na freguesia de "Paus", onde se ergueu, já durante a medievalidade, uma ermida dedicada a S. Pedro Apóstolo.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Carta Arqueológica do Concelho de Resende

Local

Resende

Data

1997

Autor(es)

CORREIA, Alexandre Lourenço, MEDEIROS, Maria Idalina de Almeida, SILVA, Eduardo Jorge Lopes da