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Património Cultural

Igreja de Nossa Senhora de Belém, Matriz de Rio de Mouro - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora de Belém, Matriz de Rio de Mouro

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Rio de Mouro / Igreja Paroquial de Rio de Mouro / Igreja de Nossa Senhora de Belém (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Rio de Mouro

Endereço / Local

Rua de Joaquim Correia de Freitas
Rio de Mouro

Largo do 1º de Dezembro
Rio de Mouro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Edital N.º 318/92 de 12-11-1992 da CM de Sintra
Edital N.º 97/92 de 10-04-1992 da CM de Sintra
Edital n.º 131 de 21-07-1986 da CM de Sintra
Despacho de homologação de 30-08-1984 do Ministro da Cultura
Parecer de 24-08-1984 da Assessoria Técnica do IPPAR a propor a classificação como VC
Proposta de classificação de 16-08-1984 do IPPAR
Em 31-08-1983 a CM de Sintra enviou a planta solicitada
Em 5-05-1983 foi solicitado à CM de Sintra o envio de uma planta topográfica com o imóvel assinalado

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situada no núcleo antigo de Rio de Mouro, povoação com origens medievais mas que só em 1993 foi elevada a vila, num território onde, apesar de tudo, ainda subsistem importantes áreas rurais, a igreja de Nossa Senhora de Belém corresponde atualmente a Matriz da povoação.
A planimetria retangular de nave única obedece aos modelos de tipologia chã , salientando-se o espaço da capela-mor, de cércea mais baixa. Na fachada principal destaca-se o portal, de feição maneirista, ladeado por pilastras toscanas, encimado por uma lápide com a seguinte inscrição: "SACRO TEMPLO DE NOSA SNRA DE BELEM 1563" (SERRÃO, Vítor, 1982, p. 568). Adossada ao frontispício foi edificada a torre sineira de cunhais de cantaria bem marcados e, defronte à entrada principal, no amplo espaço do adro implanta-se um cruzeiro assente em dois degraus de cantaria.
O espaço interior é coberto por lambril de azulejos da década de 60 do século XX que substituíram o revestimento azulejar seiscentista. Ao fundo da igreja, sobre o portal principal, surge o coro alto de madeira. O espaço da nave, bem como a capela-mor, são cobertos por abóbadas de berço pintadas. Abrindo para o espaço da capela-mor, o arco triunfal é decorado com embutidos maneiristas, datados da primeira metade do século XVII (Idem, ibidem, p. 572).
Do programa decorativo interior destaca-se, ainda, o baixo-relevo da Anunciação , uma obra executada no terceiro quartel do século XVI, possivelmente para "(...) ornamento da frontaria exterior da igreja (...) " , uma vez que as suas dimensões coincidem com as da pedra epigrafada colocada sobre o portal (Idem, ibidem, p. 573).
Este relevo é certamente um trabalho de uma oficina regional, inspirado em "modelos eruditos", cujas fontes iconográficas se baseiam num "(...) discurso arcaizante designadamente no trato do Padre Eterno que sobrepuja o episódio da Encarnação, imagem de vagas reminiscências góticas, e - sobretudo - na rara representação antropomórfica da alma (...)" (Idem, ibidem, p. 575). Destaque-se, igualmente, a pequena figura de um menino nu colocada entre a Virgem e o Anjo São Gabriel segurando uma cruz.
História
É em 1563 que o cardeal D. Henrique toma a iniciativa de mandar erguer, em Rio de Mouro, uma igreja com a invocação de Nossa Senhora de Belém, entregando-a aos frades Jerónimos. No entanto, a referências documentais mais antigas que se relacionam com este templo datam de 1608 (Arquivo da Torre do Tombo) correspondendo aos Registos Paroquiais (Livro 1º dos Mistos da Freguesia de Rio Mouro). É neste documento que ficamos a conhecer que nesse ano, António Fernandes Pinheiro era o padre-cura da igreja.
Atualmente o templo mantêm-se ao culto, realizando-se a sua festa anual no segundo domingo de julho
Catarina Oliveira
IPPAR/2005. Atualizada por Maria Ramalho/DGPC/2015.

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

O baixo-relevo tardo-renascentista da Igreja matriz de Rio de Mouro, Sintria, vols. I - II, tomo 1, 1982-1983

Local

Sintra

Data

1983

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

Subsídios para a história da Diocese de Lisboa do século XVIII

Local

Lisboa

Data

1980

Autor(es)

PEREIRA, Isaías da Rosa

Título

Rio de Mouro - Contributo Monográfico

Local

Sintra

Data

2007

Autor(es)

-

Título

Os Arquivos das Paróquias do Município de Sintra: Contributo para a sua reconstituição

Local

Lisboa

Data

2011

Autor(es)

ROSA, Ana Paula Filipe de Amorim Alves