Saltar para o conteúdo principal da página
Património Cultural

Solar da Quinta do Pato, também denominado «Quinta da Família Pato e Cunha» ou «Quinta do Pátio» - detalhe

Designação

Designação

Solar da Quinta do Pato, também denominado «Quinta da Família Pato e Cunha» ou «Quinta do Pátio»

Outras Designações / Pesquisas

Solar da Quinta do Pato / Quinta da Família Pato e Cunha / Quinta do Pato (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Mafra / Azueira e Sobral da Abelheira

Endereço / Local

-- Rua Ladeira da Quinta
Livramento

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Edital N.º 346/92 de 17-09-1972 da CM de Mafra
Despacho de homologação de 18-11-1974 do Secretário de Estado dos Assuntos Culturais
Parecer de 15-11-1974 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como VC
Proposta de classificação 28-03-1974 de particular

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O Solar da Quinta do Pato situa-se na freguesia de Azueira numa zona ainda predominantemente rural. Apesar de rodeado por outras construções de baixa densidade o conjunto, datável da primeira metade do século XVIII, destaca-se do tipo de construção da zona, evidenciando as caraterísticas habituais das quintas barrocas organizadas em torno de um pátio onde não faltam, para além do edifício de habitação, a capela e as dependências agrícolas. Apresenta, no seu todo, um conjunto de volumes articulados e dispostos na horizontal, com coberturas diferenciadas de duas ou quatro águas. A casa de habitação de dois pisos ostenta uma planta retangular e volumetria paralelepipédica coberta por telhado de quatro águas. O alçado norte, virado à estrada, é delimitado lateralmente por cunhais de cantaria sendo rematado superiormente por beirado simples. Observa-se, ao nível do piso térreo, uma adaptação à topografia inclinada da ladeira com a diminuição progressiva da dimensão dos vãos de emolduramento simples de verga curva. O primeiro piso, por seu lado, destaca-se pela presença de quatro janelas de verga igualmente encurvada e com parapeito destacado apoiado em mísulas. O alçado, que se prolonga para oeste, adoça-se à fachada de uma pequena capela com a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. Trata-se de uma construção de planimetria longitudinal, mais alta do que o edifício de habitação, compondo-se de dois retângulos justapostos e volumetria paralelepipédica coberta por dois telhados de duas águas. O portal (ao qual se acede por alguns degraus) é encimado de ática e sobrepujado por grande óculo. Encontra-se, tal como o edifício de habitação, delimitado lateralmente por cunhais de cantaria sendo rematado superiormente por empena contracurvada. Observa-se, ainda, que a antiga sineira, hoje sem sino, implanta-se na cobertura do edifício de habitação, junto do pequeno templo. Seguindo a estrada, mas do lado contrário à capela, implanta-se o portão principal de acesso à quinta em ferro forjado ladeado por pilastras em cantaria de pedra, encimadas por fogaréus. A quinta encontra-se ainda parcialmente delimitada por um muro de alvenaria de pedra rebocada e caiada que lhe confere um enquadramento de grande qualidade.
A fachada da casa de habitação virada ao pátio apresenta, no piso térreo, aberturas irregulares, efetuando-se o acesso ao andar nobre por meio de porta de verga curva (situada no extremo esquerdo) à qual se acede por escada murada de um só lanço reto que se desenvolve paralelamente ao plano da fachada. Neste piso abrem-se também dois pares de janelas de peito e, ao centro, uma janela de sacada com grade de ferro forjado de varas verticais com anéis a meia altura. No interior as salas apresentam pintura em estuque possivelmente datável da segunda metade do século XVIII.
História
Corresponde este conjunto edificado a uma das principais quintas da zona norte do Concelho de Mafra, tendo esta pertencido à família Pato e Cunha que acabará por lhe dar o nome.
Maria Ramalho/DGPC/2015. Colaboração de Ana Pagará, Maria do Carmo Almeida e Paulo Almeida Fernandes / Câmara Municipal de Mafra

Imagens

Bibliografia

Título

Monografia de Mafra

Local

Mafra

Data

1987

Autor(es)

LUCENA, Armando de

Título

Identidades. Património arquitectónico do Concelho de Mafra, roteiro de exposição

Local

Mafra

Data

2009

Autor(es)

FERNANDES, Paulo Almeida, VILAR, Maria do Carmo

Título

Aspectos histórico-genealógicos da freguesia da Azueira, Boletim da Comissão de Arte e Arqueologia, n.º 6

Local

Mafra

Data

1944

Autor(es)

MIRANDA, Eduardo

Título

Memórias e Memorialistas. 1. Memórias Paroquiais, Boletim Cultural '96, pp. 307-344

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Identidades. Património Arquitectónico do Concelho de Mafra

Local

Mafra

Data

2009

Autor(es)

FERNANDES, Paulo Almeida, VILAR, Maria do Carmo