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Abrigo com gravuras rupestres no Vale do Poio Novo - detalhe

Designação

Designação

Abrigo com gravuras rupestres no Vale do Poio Novo

Outras Designações / Pesquisas

Abrigo com gravuras rupestres no Vale do Poio Novo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / (Ver Ficha em www.arqueologia.patrimoniocultural.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Arte Rupestre

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Pombal / Redinha

Endereço / Local

Vale do Poio Novo
Redinha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

CSítio
O abrigo com gravuras rupestres no Vale do Poio Novo localiza-se na freguesia de Redinha, concelho de Pombal. A povoação de Poios encontra-se a 1,5 km para noroeste, em linha reta, embora a mais próxima seja a de Cabeça da Corte a 1 km para sudeste. Implanta-se no maciço cársico do Sicó na vertente sul do Vale de Poio, a uma altitude de cerca de 150 metros.
Nas imediações foram identificados vários sítios arqueológicos, a maior parte dos quais relativos a grutas com ocupação desde o Paleolítico, nomeadamente Buraca Longa, Buraca Grande e Buraca Escura. A vertente do norte do Vale também revelou uma grande densidade de espólio balizado entre o Paleolítico Superior e a Pré- História Recente.
O monumento corresponde a um abrigo sob rocha onde foram detetados quatro painéis insculpidos. O registo iconográfico é constituído essencialmente por antropomorfos de pequena dimensão que detêm, no entanto, características diversificadas. A integridade deste conjunto poderá estar parcialmente comprometida pelas constantes reavivagens dos pictogramas que podem ter alterado o traço original e camuflado a técnica de gravação. No painel 1 destaca-se a colocação de alguns antropoformos enquadrados por depressões naturais da superfície calcária. O painel 2 exibe três figuras humanas, uma das quais fálica. O seguinte apresenta uma figura coroada com um elemento com cornos. Finalmente, no painel 4 as insculturas são de difícil interpretação.
A cronologia destas gravuras rupestres ainda não se encontra inteiramente esclarecida. Não foram efetuadas escavações arqueológicas no abrigo, uma vez que este não tem sedimentos depostos. Com base em paralelos formais é possível atribuí-las à Proto-História.
História
A descoberta deste abrigo deve-se a Helena Moura e Thierry Aubry, realizada no âmbito de um trabalho de prospeção em 1990. Os investigadores procederam ao registo do sítio e à sua divulgação. Após esta intervenção não voltaram a ser conduzidos trabalhos arqueológicos neste espaço.
Ana Vale
DGPC, 2019

Bibliografia

Título

Arte rupestre pós glaciária. Esquematismo e abstracção, História de Arte em Portugal, 1. Do Paleolítico à Arte Visigótica

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

BAPTISTA, António Martinho

Título

A Idade do Ferro em Portugal, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

SILVA, Armando Coelho Ferreira da

Título

Redinha (Pombal): subsídios para a carta arqueológica da freguesia. Conimbriga: Revista de Arqueologia. Vol. 29

Local

-

Data

1990

Autor(es)

MOURA, Helena, AUBRY, Thierry Jean