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Edifício da antiga Igreja de São Sebastião - detalhe

Designação

Designação

Edifício da antiga Igreja de São Sebastião

Outras Designações / Pesquisas

Capela de São Sebastião / Igreja de São Sebastião(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Almada / Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

Endereço / Local

Rua Dr. Julião de Campos (conhecida como Largo das Andorinhas)
Almada

Rua dos Espartários
Almada

Rua Capitão Leitão
Almada

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A ermida de São Sebastião tem origem na segunda metade do século XVI, provavelmente no reinado de D. Sebastião, como admite Pereira de SOUSA, 1985. A primeira referência documental que se lhe conhece data de 26 de Julho de 1587 e consta de um assentamento efectuado pela Mesa da Misericórdia almadense. No século XVII, a capela foi agraciada com algumas obras de património móvel (em 1669, o Santuário Mariano refere que o povo de Lisboa doou uma imagem de Nossa Senhora dos Prazeres), o que parece demonstrar alguma importância por parte do templo, mas, em 1729, deveria apresentar já indícios de ruína, uma vez que data desse ano uma providência real para que se utilizasse o imposto das sisas na sua reedificação. Esta terá sido consumada nos anos imediatamente seguintes e devia estar concluída, ou bastante adiantada, em 1733, ano em que o Patriarcado de Lisboa cedeu definitivamente os direitos da capela ao povo de Almada, concluindo-se, desta forma, um longo diferendo entre as partes.
O edifício que chegou até hoje, não obstante as múltiplas obras que nele se verificaram, aponta para uma edificação plenamente barroca, onde os principais valores arquitectónicos são a sobriedade e a depuração decorativa, embora se verifique uma evidente monumentalidade e um rasgo de exuberância ornamental ao nível da frontaria. A fachada principal, de pano único, é limitada por poderosos cunhais de cantaria, formados por silhares regulares dispostos horizontalmente, e é de dois andares. No primeiro, ao centro, abre-se o portal, que é de arco abatido, actualmente parcialmente entaipado para formar entrada de padieira recta. O segundo piso diferencia-se do anterior por meio de um ressalto horizontal, sobre o qual se apoia janelão rectangular protegido por varandim de ferro. Em posição axial no alçado, este vão é ladeado por volutas e encimado por cornija saliente e arranque de frontão tripartido, truncado por exuberante composição em relevo que integra medalhão decorado com os símbolos do martírio de São Sebastião. A frontaria termina em empena triangular e, originalmente, deveria ser flanqueada por pináculos nos ângulos, como a terminação dos cunhais o sugere.
Apesar de não possuirmos registos dos danos verificados com o terramoto de 1755, é de presumir que o templo tenha sofrido estragos assinaláveis. Em 1758, a população local promoveu uma festa de touros para angariar fundos para a sua reconstrução, de que se pensa ter, pelo menos, ruído a abóbada da capela-mor. Desconhece-se a marcha de trabalhos efectuados a partir daí, mas parece certo que, em 1775, as obras de restauro estivessem concluídas.
Novamente intervencionado em 1839, a segunda metade do século XIX trouxe a decadência ao culto, a ponto de o edifício ter sido alienado pela autarquia a um particular que o transformou em taberna. Associado à capela existia um pátio, formado por construções dos séculos XVIII e XIX, parcialmente demolido a partir de 1995 e continuado depois de 1999, ano em que as instalações ficaram definitivamente vagas. Em 2000 realizaram-se as primeiras obras de consolidação da estrutura da capela, que se encontra, neste momento, em pleno processo de restauro integral.
PAF

Bibliografia

Título

Fortalezas de Almada e seu termo

Local

Almada

Data

1981

Autor(es)

SOUSA, Raul Henrique Pereira de

Título

Villa e termo de Almada : apontamentos antigos e modernos para a historia do concelho

Local

Lisboa

Data

1896

Autor(es)

VIEIRA JÚNIOR, Duarte Joaquim

Título

Almada. Toponímia e história das freguesias urbanas

Local

Almada

Data

1985

Autor(es)

SOUSA, Raul Henrique Pereira de