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Igreja de Santo Apolinário, fonte e cruzeiro - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santo Apolinário, fonte e cruzeiro

Outras Designações / Pesquisas

Cruzeiro de Urros (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Igreja de Santo Apolinário / Ermida de Santo Apolinário (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Fonte junto à Igreja de Santo Apolinário (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Mista / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Torre de Moncorvo / Urrós e Peredo dos Castelhanos

Endereço / Local

-- a 1 km da povoação de Urros, na direcção sudoeste, com acesso por caminho público não classificado
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 443/2006, DR, II Série, n.º 49, de 9-03-2006 (ver Portaria)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Com vestígios arqueológicos que atestam a presença de comunidades humanas no seu território desde o Paleolítico, numa confirmação de como os seus recursos naturais garantiam a sua sobrevivência e permanência ao longo dos tempos, o actual município de Torre de Moncorvo integra, entre outros, a "Igreja de Santo Apolinário, fonte e cruzeiro", localizada nas proximidades de Urros, sede de freguesia, terra de remota fundação e povoada em período anterior ao início do processo de formação da nacionalidade - ainda que repovoada ao tempo de D. Afonso Henriques (1109-1185), que a pretendeu transformar numa forte vila fronteiriça, conferindo-lhe foral em 1182 -, distribuindo-se entre cumes elevados e íngremes que a dominam fortemente, em plena região duriense e, em concreto, a Norte da margem direita do Rio Douro.
O templo em epígrafe, de invocação de Santo Apolinário (o "mártir de Ravena"), cujo culto se encontra fortemente enraizado na zona e sobre cujo martírio persistem diversas memórias, é de construção renascentista, embora tenha sido objecto de uma profunda intervenção barroca.
Transpondo o portal de verga recta rasgado no alçado principal culminado em empena truncada encimada por campanário de uma ventana sobrepujado por pináculos, acede-se ao interior da igreja, de nave única coberta por 55 caixotões em madeira pintados com motivos hagiográficos (do grego - 'Tratados dos Santos'). É aqui, no interior, que se pode admirar, a par do coro-alto, o púlpito erguido no lado do Evangelho; vestígios de pintura a fresco existentes na parede do lado da Epístola; altares laterais em talha dourada com colunas pseudo-salomónicas sobre as quais assentam arcos plenos concêntricos lavrados com elementos vegetalistas (folhas de acanto e parras) e cabeças de querubins; arco triunfal, de separação do corpo principal da nave da capela-mor, de volta plena, totalmente pintado, e, finalmente, a capela-mor, onde se encontra o túmulo com as relíquias de Santo Apolinário (colocado sobre caixão de xisto que se crê corresponder ao seu primitivo sepulcro), apresentado em forma de arca apoiada em quatro mísulas com a forma de cabeça de leão, ostentando estátua jacente e cenas da sua vida pintadas lateralmente. A capela alberga, ainda, altar-mor, executado em talha dourada, com representações da vida do Santo pintadas sobre madeira, cujo martírio é figurado nos 24 caixotões de madeira que forram o tecto da sacristia.
Integram o conjunto assim classificado, o "Cruzeiro de Nossa Senhora da Piedade", assim como a fonte implantada junto aos dois imóveis.
[AMartins

Imagens

Bibliografia

Título

Resenha histórica de Torre de Moncorvo

Local

Torre de Moncorvo

Data

1988

Autor(es)

REBELO, Joaquim

Título

Conheça a nossa terra. Torre de Moncorvo

Local

-

Data

1990

Autor(es)

TAVARES, Virgílio António Barbosa