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Capela e retábulo de São Brás - detalhe

Designação

Designação

Capela e retábulo de São Brás

Outras Designações / Pesquisas

Capela de São Brás(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Gavião / Belver

Endereço / Local

Castelo de Belver
Belver

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de encerramento do presidente do IPPAR (2005)
Proposta de encerramento da DR de Évora (2005), por nãoo ter valor nacional

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Capela de São Brás ergue-se no interior do Castelo de Belver, no lado Norte do recinto. Foi construída na segunda metade do século XVI, apresentando-se como obra de transição do Renascimento para o Maneirismo, e integrando alguns elementos já barrocos. É um singelo templo de planta quadrada, com fachada aberta por um portal de verga recta emoldurado por arquitrave assente em pilastras lisas, e sobrepujado por pequeno óculo redondo. A empena triangular é cortada no cimo por uma pequena sineira encimada por cruz com representação do Crucificado.
O espaço interior é coberto por abóbada de berço assente em cornija. É também redondo o arco que antecede a capela-mor, sobre colunas de capitéis dorico-romanos. A capela-mor tem abóbada de caixotões pintados, de um só tramo. Destaca-se o retábulo de talha do altar-mor, em madeira de castanho, exibindo uma imagem de São Brás pisando um porco em nicho central, rodeado por vinte e oito nichos onde se expunham outros tantos relicários (bustos e braços) com relíquias de santos, trazidas da Palestina pelos freires hospitalários. O retábulo terá sido oferecido à capela pelo Infante D. Luís, filho de D. Manuel, e Prior do Crato entre 1527 e 1555. O Priorado do Crato, cabeça da Ordem do Hospital (denominada Ordem de Malta a partir do século XVI) em Portugal, detinha a jurisdição de Belver desde a doação de D. Sancho I, em 1194, e o seu castelo chegou a ser sede da Ordem até 1350, ano da sua transferência para o Crato.
No retábulo, a curiosa presença do porco aos pés de São Brás evoca talvez o episódio no qual o santo convence um lobo a soltar o cerdo que capturara, pertença de uma camponesa. De notar ainda que em várias regiões a tradição da matança do porco se liga à devoção a São Brás, pedindo-se protecção ao santo para a conservação do fumeiro, ou entregando-se uma pequena contribuição, fruto da matança, para a sua festa. SML

Imagens