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Chafariz da Senhora do Monte - detalhe

Designação

Designação

Chafariz da Senhora do Monte

Outras Designações / Pesquisas

Chafariz de Nossa Senhora do Monte(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Chafariz

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Santiago do Cacém / Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra

Endereço / Local

Largo Professor António de Vilhena
Santiago do Cacém

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

-

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A construção do chafariz de Nossa Senhora do Monte pode ser recuada até ao século XVIII, existindo seguramente em 1772, ano em que foi objecto de remodelações que lhe imprimiram a estrutura que hoje conhecemos. Esta data encontra-se na cartela rococó que se exibe no espaldar com a seguinte inscrição:
B VIRGINI MARIAE IUXTA ILLUDISA / LAE ET ERIT INNOVISSIMIS DIEBUS PRAE / PARATUS MONS (?) C ET IUXTA ILLUD FONS / SIG (?) C EPIGRAMMA / SISTE VIATOR AQUAM BIBE NUNC DE MON / TE CADENTEM / FONS MARIA EST HIC MONS HIC PIETATIS ADEST / FONS EST CULPARUM TORENTEM QUI IRRIGAT / ERGO / QUI SITIUNT VENIANT AD PIETATIS A QUAM / 1772
Todavia, não é possível determinar com exactidão quais as alterações introduzidas entre 1862 e 1863, pelo que se torna difícil perceber o que foi executado originalmente e o que resulta das alterações oitocentistas. Na década seguinte, entre 1871 e 1872, o conjunto formado pelo chafariz e pela sua envolvente foi novamente intervencionado, reduzindo-se então o número de tanques de quatro para três, e acrescentando-se na mesma época as cinco inscrições romanas. Estas, provenientes de Miróbriga, onde Frei Manuel do Cenáculo impulsionara escavações arqueológicas, dispunham-se em torno do chafariz. Actualmente, apenas se observam cópias das lápides originais, entretanto perdidas (à excepção de uma integrada no acervo do Museu Nacional de Arqueologia), que se encontram nas pilastras laterais. Uma das últimas campanhas de obras acabou por reduzir os tanques a um único.
O espaldar rectangular é definido por pilastras nas extremidades, que suportam entablamento liso, com querubins no prolongamento das pilastras que terminam em fogaréus. O tanque, recto, recebe água de duas bicas pouco mais acima. Ao centro do espaldar, um registo de azulejos oitocentista, exibe uma imagem de Nossa Senhora do Monte, invocação pelo qual o chafariz é conhecido. Mais abaixo, sucedem-se as lápides evocativas das sucessivas campanhas de obras, mais em cima a cartela rococó de 1772, e depois a lápide que alude à interveção de 1871-1872. Os panos laterais são seccionados por pilastras com as referidas cópias das lápides de Miróbriga.
(Rosário Carvalho)