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Igreja de São Salvador, matriz de Sines - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Salvador, matriz de Sines

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Sines / Igreja Paroquial de Sines / Igreja de São Salvador(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Sines / Sines

Endereço / Local

Largo do Poeta Bocage
Sines

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 449/2014, DR, 2.ª série, n.º 113, de 16-06-2014 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 3-06-2003 do Ministro da Cultura
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 20-10-1994 do presidente do IPPAR
Parecer favorável de 14-06-1994 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de abertura de 16-05-1994 da DR de Évora
Proposta de classificação de 8-05-1991 da CM de Sines

ZEP

Enviado em 8-09-2014 à DRC do Alentejo para reanalisar a proposta de ZEP, de acordo com o art.º 43.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Anúncio n.º 106/2013, DR, 2.ª série, n.º 46, de 6-03-2013
(ver Anúncio)
Parecer favorável de 23-04-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 7-02.2007 da DR de Évora para a ZEP conjunta do Castelo de Sines e da Igreja Matriz de Sâo Salvador

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A imponente igreja matriz de São Salvador, implantada no largo principal de Sines, veio substituir, no século XVIII, o templo de origem medieval que anteriormente se erguia no mesmo local e que, por sua vez, tinha por antecedente uma basílica alti-medieval (conforme demonstram os vestígios aí encontrados). Os trabalhos de reconstrução tiveram início em 1730, prolongando-se a campanha decorativa do interior até meados da centúria.
A fachada principal, como toda a estrutura arquitectónica, pauta-se por uma grande depuração. Termina em empena e apenas é marcada pelo eixo central formado pelo portal de verga recta, com cornija saliente onde assenta o brasão da Ordem de Santiago, e pelo janelão do coro. À direita ergue-se a torre sineira: o primeiro registo é coincidente com a empena do templo, no segundo encontra-se a sineira bastante alteada, terminando em cúpula semiesférica.
Nos alçados laterais distinguem-se os volumes correspondentes à capela-mor, mais estreita, à sacristia e à sala utilizada pela Confraria do Santíssimo Sacramento. Nos diferentes alçados, as cruzes sinalizam as Estações da Paixão.
No interior, a nave única é percorrida por ampla cornija interrompida pelo arco triunfal, de volta perfeita e a abóbada pintada representa o salvador do Mundo. Nos panos laterais e colaterais, rasgam-se várias capelas em arcos de volta perfeita, com retábulos de talha dourada e policromada de épocas diferenciadas que se prolongam desde o barroco ao neoclássico. Do lado do Evangelho há a destacar a capela baptismal, com fragmentos das igrejas anteriores.
A capela-mor, com retábulo oitocentista (que, a crer nas Memórias Paroquiais, substituiu um barroco) encontra-se revestida por azulejos figurativos datáveis de cerca de 1750 (SIMÕES, 1979, p. 384). São dois conjuntos de três cenas separadas por molduras de concheados, representando os quatro Evangelistas e, ao centro do lado da Epístola, o Salvador do Mundo figurando do lado oposto, uma Alegoria Eucarística, tema que se repete na pintura da abóbada.
(RC)

Imagens