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Igreja de Santa Bárbara de Padrões - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Bárbara de Padrões

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Santa Bárbara de Padrões
Igreja Matriz de Padrões / Igreja Paroquial de Santa Bárbara de Padrões / Igreja de Santa Bárbara (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Castro Verde / Santa Bárbara de Padrões

Endereço / Local

-- -
Castro Verde

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Anúncio n.º 13502/2012, DR, 2.ª série, n.º 190, de 1-10-2012 (ver Anúncio) Despacho de arquivamento de 11-02-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 9-02-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento por não ter valor nacional
Procedimento prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido pelo MC ao IGESPAR, I.P. para reponderar a classificação por ser propriedade da Igreja Católica, não podendo por isso ser classificado como IM
Despacho de homologação de 17-10-1996 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 10-09-1996 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 22-07-1996 da DR de Évora para a classificação como VC
Proposta de classificação de 31-05-1985 do IPPC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Igreja de Santa Bárbara de Padrões foi construída no século XVI, sobre uma antiga mesquita árabe, testemunho da remota ocupação humana do território que se soma a tantos outros na região. Para além dos vestígios da presença islâmica, refira-se igualmente a presença de um menir servindo de banco no adro da igreja, atestada por um grupo de arqueólogos em 1998, que prova a existência de fixação humana no período megalítico. Seguem-se os importantes testemunhos da ocupação romana, materializados em algumas estruturas arquitectónicas e em centenas de lucernas romanas do século I, encontradas junto da Igreja e do cemitério da localidade. Estas sucessivas ocupações estiveram certamente relacionadas com a actividade da mineração, uma vez que aqui se localiza a Mina de Neves Corvo, a maior mina de Cobre da Europa, que os recentes achados arqueológicos comprovam ser de remotíssima exploração. A memória da romanização estará ainda presente no topónimo da aldeia, que une a padroeira dos mineiros, Santa Bárbara, aos "padrões", ou marcos miliários da estrada romana que passaria junto à povoação, vinda de Beja e seguindo até Mértola e Mérida.
A igreja ergue-se em plano elevado, sobre a povoação, com adro lajeado, delimitado por um murete, onde se levanta uma cruz de madeira ao modo de cruzeiro. Terá sido erguida na primeira metade de Quinhentos, embora tenha sofrido grandes alterações ao longo do século XVII. É um singelo templo de nave única, com fachada principal rasgada por portal de verga recta, sobre o qual se abre um janelão rectangular. Do lado direito da fachada, e a quebrar a sua simetria, destaca-se uma torre sineira, de planta quadrada, vazada por arcos redondos e encimada por coruchéu, com quatro pináculos piramidais nos ângulos. Um outro pináculo, de maior dimensão, e sobra acrotério, coroa o cunhal oposto da fachada, rematada em empena triangular com cruz latina no topo. As dependências da igreja estão adossadas à fachada Norte, integrando o baptistério, a sacristia e salas anexas, e a capela de São Miguel, esta à face da fachada principal. No muro exterior desta capela, rematada em empena triangular com pirâmides sobre acrotérios, destaca-se o rasgamento de um nicho, e um registo das Almas do Purgatório.
O interior, com uma nave distribuída em cinco tramos ogivais, integra muitos elementos seiscentistas, como os retábulos laterais, e outros posteriores. A capela de São Miguel, rasgada por arco de volta perfeita sobre em pilastras, é coberta por abóbada de berço. O frontal do altar é forrado com azulejos já setecentistas. A capela-mor é igualmente aberta por arco triunfal de volta perfeita sobre em pilastras, sendo coberta por abóbada de berço. Possui altar muito tardio, do século XIX, com retábulo de talha dourada e policromada, tal como os altares colaterais. Integra vestígios de pintura mural na parede fundeira, com motivos de brutescos seiscentistas, tapados pelo retábulo. SML

Imagens