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Marco miliário de Covide e Campo - detalhe

Designação

Designação

Marco miliário de Covide e Campo

Outras Designações / Pesquisas

Marco Miliário de Covide / Marco miliário do Campo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Miliário

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Terras de Bouro / Campo do Gerês

Endereço / Local

-- -
Campo do Gerês

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 44 075, DG, I Série, n.º 281, de 5-12-1961 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Designação constante do diploma de classificação: Marco miliário que estava situado na estrada que liga Covide a S. João do Campo e que actualmente se encontra no limite das freguesias de Covide e Campo, cerca de 100 m a jusante do Cruzeiro do Campo.

O território abrangido, na actualidade, pelo concelho de Terras de Bouro é particularmente rico em vestígios da presença romana, nomeadamente no que se refere a elementos remanescentes do processo de afirmação do Império romano, que contemplava a implementação de uma política administrativa assente em dois vectores vitais para a sua perpetuação: na definição de unidades político-administrativas e no traçado de vias que assegurassem uma ligação permanente e célere entre os principais centros (Cf. ALARCÃO, Jorge Manuel N. L., 1990).
Disto é bem exemplo o "Marco miliário de Covide e Campo", de função informativa, pertencente à "Via Romana XVIII".
Mais vulgarmente conhecida por "Geira", esta via mereceu desde cedo a atenção dos precursores da investigação arqueológica portuguesa, entre finais do século XIX e inícios de novecentos, tendo sido incluídos (no caso da "Geira - 35 marcos miliários, série Capela") no primeiro (1910) decreto português de classificação de estruturas antigas como "monumentos nacionais, numa comprovação do interesse que a Arqueologia ia merecendo entre nós, mesmo que em circuitos ainda demasiado restritos da sociedade.
Uma atenção especialmente redobrada pelo facto da Via XVIII perfazer, a partir da dinastia flaviense (segunda metade do século I d. C.) a ligação entre localidades tão importantes, quanto as de Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga), razão pela qual foi referida no conhecido "Itinerário de Antonino" (Cf. ENCARNAÇÃO, J. d', LEMOS, F. S., BAPTISTA, A. M., 1995).
Este marco miliário é constituído por um monólito cilíndrico assente sobre uma base de cantaria, mostrando uma inscrição referente ao Imperador Lícinio que indica a milha XXVI.
Ana Cristina Martins

Bibliografia

Título

Portugal Romano, História Mundi

Local

Lisboa

Data

1983

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

O Reordenamento Territorial, Nova História de Portugal: Portugal das origens à romanização

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Miliários do Conventus Bracaraugustanus em Portugal. Reliquias d'epigraphia romana, transladadas dos proprios monumentos.

Local

Terras de Bouro (Câmara Municipal)

Data

1987

Autor(es)

CAPELA, Manuel José Martins

Título

Portugal Romano

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Roman Portugal

Local

Warminster

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

A via XVIII do Itinerário de Antonino na Serra do Gerês-Xurés

Local

Braga

Data

1995

Autor(es)

ENCARNAÇÃO, José d', LEMOS, Francisco Sande, BAPTISTA, António Martinho