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Chafariz de Arruda dos Vinhos - detalhe

Designação

Designação

Chafariz de Arruda dos Vinhos

Outras Designações / Pesquisas

Chafariz Pombalino de Arruda dos Vinhos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Chafariz

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Arruda dos Vinhos / Arruda dos Vinhos

Endereço / Local

Largo Miguel Bombarda
Arruda dos Vinhos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 1035/2005, DR, II Série, n.º 206, de 26-10-2005 (ver Portaria)
Edital de 8-10-1997 da CM de Arruda dos Vinhos
Despacho de autorização e classificação de 25-07-1997 do Ministro da Cultura
Parecer de 25-03-1997 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP do Chafariz de Arruda dos Vinhos
Edital de 13-02-1996 da CM de Arruda dos Vinhos
Despacho de abertura de 23-01-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 19-01-1996 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Em 2-01-1996 a CM de Arruda dos Vinhos enviou a documentação solicitada
Em 21-07-1989 foi solicitado à CM de Arruda dos Vinhos o envio de documentação complementar para a instrução do processo de classificação
Proposta de 26-06-1989 da CM de Arruda dos Vinhos para a classificação como MN do Chafariz dito pombalino de Arruda dos Vinhos

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Definido um amplo largo no centro da vila, o chafariz pombalino de Arruda impõe-se, hoje, mais pelo seu aparato cenográfico que marca decisivamente a malha urbana, do que pelas razões utilitárias que, em 1789, estiveram na origem da sua edificação. Na verdade, o século XVIII dedicou especial atenção à questão do abastecimento da água às populações, sendo que as construções decorrentes desta preocupação, por parte da coroa, dos municípios ou dos nobres e eclesiásticos era, simultaneamente, uma forma de reforço do seu poder, ao qual não deixavam de associar a sua própria imagem, habitualmente através da exibição de brasões.
Assim, a pedra de armas de Portugal no coroamento do chafariz de Arruda dos Vinhos, denuncia uma mais que possível iniciativa ou colaboração régia na sua edificação.
O espaldar é seccionado por pilastras, encimadas por fogaréus assentes sobre bases piramidais. O remate contracurvado dos três panos converge, ao centro, no arco canopial que coroa e faz destacar o eixo do monumento. Este, é formado pela bacia e respectivas bicas, a que se segue um motivo vegetalista relevado ligando-se à pedra de armas, e terminando com a urna que remata o arco.
Acede-se à plataforma das bicas através de duas escadas nos extremos do chafariz, abrindo-se, entre elas, um amplo tanque rectangular, antecedido, no alçado frontal, por um conjunto de pilares. A água que o abastece jorra de uma bica que se liga directamente à bacia superior.
A sua construção, já do final do século XVIII, denota a influência pombalina na depuração das linhas, mas revela ainda o dinamismo barroco em determinados pormenores, como os fogaréus que rematam as pilastras.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

Memórias sobre chafarizes, bicas e fontes

Local

Lisboa

Data

1851

Autor(es)

ANDRADE, José Sérgio Veloso de