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Igreja de São Roque - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Roque

Outras Designações / Pesquisas

Igreja e Museu de São Roque / Casa Professa de São Roque (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Misericórdia

Endereço / Local

Largo Trindade Coelho
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente
Portaria n.º 529/96, DR, I Série-B, n.º 228, de 1-10-1996 (sem restrições) (ZEP dos edifícios classificados da Avenida da Liberdade e área envolvente) (ver Portaria)
Edital N.º 43/96 de 24-03-1996 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 8-09-1995 do Secretário de Estado da Cultura
Despacho de aprovação de 5-04-1995 do presidente do IPPAR
Parecer de 21-02-1995 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a alteração da delimitação
Proposta de 24-01-1995 da DR de Lisboa

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edificada no séc. XVI, sob risco de Filipe Terzi, com a colaboração de Afonso e Bartolomeu Álvares, é uma típica arquitectura religiosa maneirista, e constitui um verdadeiro protótipo das igrejas jesuíticas portuguesas, ou seja, de nave única com capelas laterais intercomunicantes e cobertura em tecto de madeira. Este templo, de planta longitudinal simples, de volumetria paralelipípedica e coberturas a duas águas, possui oito capelas laterais intercomunicantes, transepto inscrito e capela-mor plana e pouco profunda.
A fachada principal encontra-se totalmente revestida com placagem de cantaria, e apresenta-se organizada em dois níveis separados por friso verticalmente disposto em três panos de muro por pilastras lisas. Ao nível do piso térreo, abre-se o portal de verga recta, encimado por frontão triangular, no eixo do qual se rasga, acima do friso, um janelão rectangular de igual modo coroado por frontão do mesmo tipo. Em cada um dos panos de muro existe uma porta de verga recta encimada por motivo decorativo semicircular, bem como uma pequena janela quadrada que precede o friso, acima do qual observa-se um janelão rectangular finalizado por frontão curvo. A fachada apresenta-se lateralmente delimitada por dupla pilastra e superiormente rematada por frontão triangular vazado por óculo oval iluminante. Adossada ao muro lateral oeste encontra-se a torre.
Em relação ao seu interior, abrem-se lateralmente, no primeiro nível, quatro arcos de volta inteira (pelos quais se acede às capelas laterais), enquanto que, no segundo, se rasgam vãos iluminantes, entre os quais se encontram composições pictóricas sobre tela. Nestas, podemos admirar cenas da vida de Santo Inácio de Loyola, tradicionalmente atribuídas a Domingos da Cunha, o Cabrinha (1598 - 1644).
Precedendo a cobertura da nave em tecto plano, e executado em madeira com pintura de perspectiva - com os denominados Passos das Escrituras, da autoria de Francisco Venegas -, existe uma cornija saliente apoiada em mísulas de cantaria. A capela-mor, rectangular e coberta por abóbada de berço com marcação de caixotões, possui um retábulo de talha dourada de concepção arquitectónica e remate semi-circular, onde se podem observar, além de uma escultura setecentista em madeira estofada de Nossa Senhora da Visitação ou da Misericórdia, imagens dos santos jesuítas Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Luís Gonzaga e Francisco de Borja. No pavimento tampa de sepultura de D. Tomás de Almeida, 1º Cardeal Patriarca de Lisboa.
Encontrando-se o interior essencialmente decorado com talhas, pinturas, azulejos e mármores (que constituem um importante conjunto das artes decorativas maneirista e barroca), merecerá especial referência a capela de São João Baptista, encomendada em Itália a Vantivelli por D. João V, uma verdadeira obra prima da arte italiana e de grande importância no panorama da arte portuguesa, de um modo geral.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Memória Justificativa das Obras Executadas na Igreja de São Roque de Lisboa desde 12.10.1893 até 18.07.1894

Local

-

Data

-

Autor(es)

MENA JÚNIOR, António César

Título

Igreja de São Roque, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

-

Data

1973

Autor(es)

RODRIGUES, Maria João Madeira

Título

Roteiro: Igreja de São Roque

Local

-

Data

1992

Autor(es)

BRITO, M. J. C.

Título

Resumo Histórico da Ermida de São Roque e da Sua Irmandade na Cidade de Lisboa

Local

-

Data

1869

Autor(es)

VÁRIA

Título

Capela de São João Baptista na Igreja de São Roque, Archivo Pittoresco

Local

-

Data

1864

Autor(es)

BARBOSA, Inácio de Vilhena

Título

História do Estabelecimento da Companhia de Jesus em Portugal

Local

-

Data

1641

Autor(es)

TELES, Pe. Baltasar

Título

A Arquitectura ao Romano

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

CRAVEIRO, Maria de Lurdes

Título

A Arquitectura do Ciclo Filipino

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

SOROMENHO, Miguel