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Pelourinho da Batalha - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho da Batalha

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho da Batalha(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Batalha / Batalha

Endereço / Local

Largo D Filipa de Lencastre
Batalha

Proteção

Situação Actual

Desclassificado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Declaração n.º 322/2011, DR, 2.ª série, n.º 234, de 7-12-2011 (desclassificação, por não existir à data da classificação, por ter sido demolido nos anos 60 do século XIX, sendo o pelourinho existente uma réplica inaugurada em 18-03-2000) (ver Declaração)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A história do concelho da Batalha confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, erguido por D. João I, e destinado a celebrar o sucesso português na batalha de Aljubarrota, em 14 de Agosto de 1385. O mosteiro foi fundado no mesmo ano, constituindo o elemento aglutinador em torno do qual se desenvolveu a povoação. A Batalha não recebeu qualquer foral, mas o crescimento do núcleo populacional, com a agregação de novas freguesias ao longo dos séculos, determinou que viesse a ter estatuto concelhio. A 18 de Março de 1500, D. Manuel elevou-a a Vila, e foram criadas as freguesias da Batalha e do Reguengo, e instituída a Paróquia da Exaltação de Santa Cruz. A Batalha, que até então pertencera a São Martinho de Leiria, conquistou autonomia administrativa. Na mesma época foi construído o seu pelourinho, que se levantava, conforme gravuras antigas, diante das Capelas Imperfeitas do mosteiro batalhino.
Este antigo pelourinho da Batalha foi destruído no século XIX, em torno de 1860 (Silva LEAL, 1907), foi um suposto acto de vandalismo. Através de duas gravuras existentes foi possível executar uma réplica sua, que em 2000 foi colocada no Largo de D. Filipa de Lencastre, junto do Mosteiro. O antigo pelourinho erguia-se sobre plataforma de cinco degraus de parapeito, sendo os quatro superiores oitavados, e com faces côncavas, e o inferior circular. A base da coluna era igualmente oitavada, constando de duas molduras decrescentes, sobrepostas. A coluna tinha fuste de secção circular, com duas secções espiraladas em sentidos opostos, com espiras alternadas decoradas por botões, e anel central (encordoado?). O fuste era aparentemente rematado por uma grilhagem semelhante a coroa aberta, que envolvia uma esfera encimada por cogulho ou florão. Os desenhos mostram ainda um escudo, ou brasão, no topo da coluna.
Em 1844, o Visconde de Juromenha comunica à Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses ter visto o pelourinho, referindo que este é semelhante, do ponto de vista decorativo, ao de Alverca, e ao primitivo pelourinho de Sintra (este reconstruído em 1940). Em 1846, o conde Atanásio de Raczynski publica em Paris uma série de cartas, com o título Les Arts en Portugal , onde afirma igualmente que "o pelourinho da Batalha é mui bem lavrado, assim como o de Cintra e de Alverca". E em 1907, estando já o monumento destruído, Silva Leal elogia-o como "um dos mais notáveis espécimens da arquitectura portuguesa pela natureza dos seus ornatos mimosíssimos e pelo primoroso rendilhado, como o de todos os trabalhos da época da renascença, vulgarmente denominado manuelino".
O monumento actual é muito semelhante àquele que as gravuras permitem conhecer. A maior diferença estará provavelmente no remate, que é imprecisamente representado nos desenhos antigos, tornando difícil a sua reprodução. Consta actualmente de um capitel bojudo, decorado com o brasão da Batalha, onde figura Nossa Senhora da Vitória. É encimado por pinha evocativa da original, formada por grilhagem em coroa com hastes rematadas por trifólios, envolvendo esfera armilar onde se crava uma cruz de Cristo em ferro. Foi inaugurado em 19 de Março de 2000.
Por fim, importa esclarecer o mal-entendido que tem conduzido à identificação da singela cruz que se ergue no adro da Igreja da Misericórdia da Batalha com o pelourinho, que teria sido adaptado a cruzeiro em data incerta. O pelourinho da Batalha foi efectivamente destruído, e nenhuma das suas peças, conforme as gravuras que o representam, se pode encontrar no cruzeiro.
Sílvia Leite
O Pelourinho da Batalha foi desclassificado pela Declaração n.º 322/2011 por se considerar que «não existia à data da classificação, por ter sido demolido nos anos 60 do século XIX» sendo o actualmente existente uma réplica inaugurada em Março de 2000.

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Les arts en Portugal : lettres adressées a la société artistique et scientifique de Berlin et accompagnées de documents

Local

-

Data

-

Autor(es)

RACZYNSKI, Atanazy

Título

Os Pelourinhos, in A Nossa Pátria

Local

-

Data

1907

Autor(es)

LEAL, José da Silva Mendes