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Anta do Alto de Miraflores - detalhe

Designação

Designação

Anta do Alto de Miraflores

Outras Designações / Pesquisas

Anta do Alto de Miraflores (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Anta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Elvas / Barbacena e Vila Fernando

Endereço / Local

Herdade da Fontalva
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 29 604, DG, I Série, n.º 112, de 16-05-1939 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Conhecidos desde a segunda metade do século XIX, os monumentos megalíticos da região de Elvas suscitaram sempre o interesse de vários estudiosos. Mas, à medida que fixavam o olhar de especialistas, atraiam também a curiosidade de especuladores, os quais, na sua permanente busca de "antiguidades" vendáveis, calcorreavam de forma incessante o interior do país, adquirindo objectos que pudessem ser facilmente adquiridos por coleccionadores particulares, sobretudo estrangeiros. Não obstante a perda de algum espólio e a sua descontextualização, devemos ao eminente pré-historiador francês Émille Cartailhac (1845-1921) e ao fundador da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, J. Possidónio N. da Silva (1806-1896), as primeiras investigações realizadas no terreno neste âmbito, prosseguidas, já no século seguinte, por José Leite de Vasconcelos (1858-1941), Afonso do Paço (1895-1968), Eugène Jalhay (1891-1950), Savory, Octávio da Veiga Ferreira (1917-?) e Abel Viana (?-1964). A sua obra precursora seria coroada com a classificação de grande parte destes exemplares megalíticos como "Monumento Nacional", em finais dos anos trinta, numa altura em que se procediam a várias pesquisas nos arredores de Barbacena, conduzindo-se o espólio exumado para diversas instituições, como nos casos dos museus da Câmara Municipal de Elvas, da Casa de Bragança e Geológico de Lisboa, que, já na década de cinquenta, Georg e Vera Leisner identificaram, desenharam e fotografaram parcialmente.

Classificada como "Monumento Nacional" em 1939, a "Anta do Alto de Miraflores" foi erguida durante o Neo-calcolítico da região. Até nós, chegaram apenas dois dos esteios que comporiam originalmente a câmara deste monumento funerário, entre os quais se encontra depositada uma terceira laje suportando um bloco de reduzidas dimensões. Além destes elementos estruturais, são ainda visíveis, na área envolvente, e semi-encobertos de terra, outros dois blocos graníticos de grandes dimensões, que lhe terão também pertencido, designadamente à cobertura, ou "chapéu".
Em meados dos anos noventa do século passado, tentou-se identificar a planta original do monumento com base na escavação do recinto e reconhecimento de fossas ou alvéolos de implantação dos esteios, levada a cabo no âmbito do projecto "O Megalitismo da Região de Elvas. Entre o Caia e o Guadiana", concebido para relocalização de monumentos megalíticos já considerados e registo de outros ainda inéditos.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Monumentos Nacionais. Seu arrolamento, classificação e protecção, especialmente na parte que se refere a arqueologia, Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1941

Autor(es)

CARDOZO, Mário

Título

Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, vol. V

Local

-

Data

1993

Autor(es)

LOPES, Flávio

Título

Elementos para um diccionário de geographia e história portugueza: concelho d'Elvas e extinctos de Barbacena, Villa-Boim e Villa Fernando

Local

Elvas

Data

1891

Autor(es)

ALMADA, Victorino de