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Cruzeiro de Cabeço de Vide - detalhe

Designação

Designação

Cruzeiro de Cabeço de Vide

Outras Designações / Pesquisas

Igreja do Espírito Santo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Fronteira / Cabeço de Vide

Endereço / Local

Largo do Espírito Santo
Cabeço de Vide

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Parecer de 23-4-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. propondo em alternativa a classificação do conjunto urbano
Proposta de 10-1-2008 da DRCÉvora para a definição de uma ZEP conjunta dos Imóveis Classificados e em Vias de Classificação de Cabeço de Vide

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O cruzeiro de Cabeço de Vide, ou do Espírito Santo, ergue-se diante do pequeno templo da mesma invocação, que também deu nome ao largo onde se situa. Trata-se de uma obra quinhentista, certamente contemporânea da intervenção renascentista da igreja, bem patente nos vãos de portas e janelas.
O cruzeiro assenta num soco de três degraus quadrados, de arestas boleadas (em imagens de meados do século XX ainda aparecem quatro degraus, estando o térreo hoje embebido no pavimento), e é composto por coluna da ordem toscana: base moldurada, coluna de fuste cilíndrico liso, e capitel formado por coxim simples e ábaco quadrado. No caso presente, o coxim é decorado com estrias ou caneluras. Sobre o capitel destaca-se a cruz, pateada, de perfil achatado e braços largos. Na frente e no verso do braço inferior estão figurações de Cristo e da Pietá, sendo ambas encimadas por uma pomba, representação do Espírito Santo, rematando o braço superior da cruz. Apesar do carácter renascentista do conjunto, patente na utilização de uma ordem romana, as esculturas são consideravelmente arcaizantes, submetendo a composição a regras medievais (como se pode ver na Pietá, onde a Virgem é maior que Cristo). Note-se ainda o tratamento pouco fluido dos panejamentos, o talhe mais superficial, recordendo o trabalho na madeira, e o carácter monolítico das figuras, denotando obra de factura regional e menos sofisticada, embora plena de sentimento. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)

Local

Lisboa

Data

1943

Autor(es)

KEIL, Luís