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Igreja matriz de Santiago do Cacém - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz de Santiago do Cacém

Outras Designações / Pesquisas

Igreja matriz de São Tiago do Cacém (designação do diploma de classificação) / Igreja Paroquial de Santiago do Cacém / Igreja de São Tiago (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Santiago do Cacém / Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra

Endereço / Local

-- -
Santiago do Cacém

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 8 518, DG, I Série, n.º 248, de 30-11-1922 (voltou a classificar, com a designação de Igreja matriz de São Tiago do Cacém) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a Igreja matriz de São Tiago) (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 27-10-1949, publicada no DG, II Série, n.º 265, de 15-11-1949 (com ZNA) (ZEP do Castelo e da Igreja Matriz de Santiago do Cacém)

Zona "non aedificandi"

Portaria de 27-10-1949, publicada no DG, II Série, n.º 265, de 15-11-1949

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja matriz de Santiago do Cacém, cuja origem se pensa remontar ao século XIII, foi objecto de múltiplas campanhas de obras conservando, na actualidade, elementos característicos de cada uma das épocas que marcaram o edifício.
Do templo gótico, mantém-se o portal Sul, denominado Porta do Sol, em arco quebrado inscrito em gablete e com capitéis de decoração zoomórfica e naturalista, própria da transição do século XIII para o século XIV. O interior, de três naves, com quatro tramos de arcos quebrados assentes em pilares octogonais, remonta também a esta campanha primitiva, tal como o alto relevo referente a Santiago combatendo os Mouros, que se crê ter sido encomendado por D. Vataça Lescaris. Esta princesa grega, que veio a Portugal para ser dama de honor da futura rainha D. Isabel, mulher de D. Dinis, deteve o senhorio de Santiago do Cacém entre 1282 e 1302, impulsionando algumas reformas no templo.
Em 1530 foi a vez de Alonso Peres Pantoja, alcaide-mor de Santiago, patrocinar uma intervenção profunda que incluiu a reconstrução da capela-mor com abóbada de cruzaria de ogivas estrelada, e pedras de fecho decoradas. A abóbada mantém-se mas cobrindo um espaço muito diferente daquele para que foi inicialmente concebida: com a alteração da orientação da igreja, na segunda metade de Setecentos, a antiga cabeceira passou a funcionar como coro.
No início do século XVIII há notícia de nova intervenção, mas cujo alcance é difícil de determinar, uma vez que o Terramoto de 1755 danificou fortemente a igreja, sendo necessário transferir a sede da paróquia para a igreja de Nossa Senhora do Monte, aí permanecendo até 1830. As obras de reconstrução decorreram entre 1796 e 1830, alterando-se então a orientação do templo, cuja entrada principal passou a corresponder à antiga cabeceira. Por esta razão, a torre sineira situa-se agora na cabeceira.
A nova fachada utiliza uma linguagem barroca, dividindo-se em três panos que correspondem ao número de naves do interior. O frontão de carena é flanqueado por volutas e no tímpano rasga-se um óculo de grandes dimensões. Em frente, uma ampla escadaria relaciona o templo com a sua envolvente, conferindo uma ainda maior monumentalidade à fachada.
Mais tarde, dois incêndios, um em 1895 e o outro em 1912, provocaram mais danos ao imóvel, conduzindo a nova transferência da sede paroquial. A igreja reabriu em 1924 para ser submetida, na década de 1830, a uma intervenção da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) que acentuou a expressão quinhentista do seu interior.
(RC)

Imagens