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Muralhas denominadas de D. Fernando e respectivo miradouro - detalhe

Designação

Designação

Muralhas denominadas de D. Fernando e respectivo miradouro

Outras Designações / Pesquisas

Muralhas de D. Fernando e Miradouro / Muralhas Fernandinas / Muralha Fernandina (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Muralha

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Campo dos Mártires da Pátria
Porto

Rua da Madeira
Porto

Rua Francisco da Rocha Soares
Porto

Rua Arnaldo Gama
Porto

Largo do Actor Dias
Porto

Escadas do Caminho Novo
Porto

Escadas dos Guindais (lanço do miradouro)
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 11 454, DG, I Série n.º 35, de 19-02-1926 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Antes de, em 1336, D. Afonso IV ter ordenado a construção de uma nova muralha, que reflectisse o grande desenvolvimento do burgo, existiu uma primitiva cerca, de menores dimensões e rodeando uma área consideravelmente inferior. Esta muralha românica, construída no século XII, corresponde à consolidação administrativa e urbanística do Porto (REAL, 1993, p.48), depois de um longo período de povoamento disperso, em bairros mais ou menos afastados entre si.
Dessa estrutura, restam ainda importantes vestígios, não obstante ter sido fortemente desmantelada nos últimos séculos. Rodeando o morro da Sé (verdadeiro centro nevrálgico da cidade medieval), possuía uma planta irregular ovalada, e era cortada por quatro portas principais, entre as quais a de Vandoma (demolida pela Câmara Municipal em 1885). Ainda desse período é a primeira fase construtiva da Casa da Câmara, no limite Norte da cerca, cujas ruínas chegaram até aos nossos dias.
A diferença de extensão entre esta cerca românica e a construída no século XIV revela o enorme desenvolvimento do Porto em escassos duzentos anos, atingindo uma população intra-muralhas estimada em cerca de 10 000 pessoas. A cidade havia-se estendido em todas as direcções, mas particularmente para Ocidente e para Norte, ligando os pontos elevados da Vitória e da Batalha. O seu traçado é ainda facilmente reconhecível na malha urbana citadina e dela restam partes consideráveis. O principal troço conservado localiza-se na zona nascente, facilmente visível da Ponte D. Luís, e compõe-se de uma secção de muralha ameada, com caminho de ronda e protegida por duas torres quadrangulares.
"A localização das portas da nova muralha deixa bem claro o traçado das primitivas vias que, do burgo do Bispo, saíam para São João da Foz e Bouças, Braga, Guimarães e Penafiel. Na rede viária intramuros vai salientar-se o largo de S. Domingos, como o de circulação fundamental no panorama das ligações internas da urbe" (REAL e TAVARES, 1993, p.67).
Nos séculos seguintes, foram muitas as alterações efectuadas nesta muralha. A maioria afectou as portas e as vias de comunicação com o exterior. Assim, em 1551, a Porta dos Carros substituiu um postigo aqui construído no reinado de D. João I. A Porta Nova é ligeiramente anterior, do reinado de D. Manuel (1522), edificada em substituição do postigo da praia. Ambas foram destruídas no século XIX, aquando dos programas de modernização urbanística portuense. Uma terceira porta, a Leste, denominada Porta da Ribeira, foi demolida na época dos Almadas, no âmbito das reformas setecentistas da cidade.
No século XX, as muralhas medievais do Porto foram objecto de uma grande campanha de restauro, ao sabor do revivalismo restaurador que caracterizou a política do Estado Novo. Os trabalhos principais decorreram entre 1959 e 1962, actuando prioritariamente sobre a escarpa dos Guindais. Nestas obras, foi descoberta uma casa-torre gótica, na Rua de D. Pedro Pitões, fronteira à Sé Catedral. Restaurada por Rogério de Azevedo, instituiu-se como ex-libris da estrutura militar medieval da cidade, albergando inicialmente o Gabinete de História da Cidade. Mais recentemente, algumas intervenções arqueológicas vieram contribuir decisivamente para o melhor conhecimento da evolução militar portuense, designadamente no morro da Sé, onde, na Alta Idade Média, se estabeleceu um dos muitos núcleos de povoamento da região.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Porto, Origens Históricas e Monumentos

Local

Porto

Data

1928

Autor(es)

FERREIRA, José Augusto

Título

As origens da cidade do Porto

Local

Porto

Data

1935

Autor(es)

CORRÊA, A. A. M.

Título

Bases para a compreensão do desenvolvimento urbanístico do Porto, Porto a Património Mundial, pp.61-82

Local

Porto

Data

1993

Autor(es)

TAVARES, Rui, REAL, Manuel Luís

Título

Elementos sobre o valor histórico e patrimonial da área proposta, Porto a Património Mundial, pp.48-58

Local

Porto

Data

1993

Autor(es)

REAL, Manuel Luís

Título

Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho

Título

Guia histórico e artistico do Porto

Local

-

Data

1935

Autor(es)

PASSOS, Carlos de

Título

A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal

Local

Barcelos

Data

1969

Autor(es)

PERES, Damião

Título

O Grande Porto

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

PACHECO, Helder

Título

Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado.Distrito do Porto

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

-

Título

Principais imóveis de interesse patrimonial no Centro Histórico do Porto, Porto a Património Mundial, pp.102-183

Local

Porto

Data

1993

Autor(es)

OLIVEIRA, Amélia Vieira de, BRAGA, Maria Helena Gil

Título

A arqueologia medieval e moderna na região do Porto. Breve balanço e algumas reflexões críticas, Al-Madan

Local

Almada

Data

2000

Autor(es)

GOMES, Paulo José Antunes Dórdio, TEIXEIRA, Ricardo Jorge Coelho Marques Abrantes, SILVA, António Manuel S. P., RODRIGUES, Miguel Carlos Lopes Brandão Areosa

Título

Largo do Colegio, 9-12 entre a muralha romana e a românica?, Al-madan, 2ª sér., nº9, pp.133 e 135

Local

Almada

Data

2000

Autor(es)

CLETO, Joel Alves Cerqueira, VARELA, José Manuel