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Forte da praia da Consolação - detalhe

Designação

Designação

Forte da praia da Consolação

Outras Designações / Pesquisas

Forte de Nossa Senhora da Consolação (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Peniche / Atouguia da Baleia

Endereço / Local

- -
Lugar da Consolação

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)
Edital N.º 22/76 de 23-07-1976 da CM de Peniche
Edital N.º 13/76 de 8-04-1976 da CM de Peniche
Despacho de homologação de 22-01-1976
Parecer de 9-01-1976 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como MN
Em 22-11-1975 a DGEMN enviou os referidos documentos
Em 4-07-1975 foi solicitado à DGEMN o envio de documentação para instruir o processo de classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Forte da Praia da Consolação, situado na Atouguia da Baleia, foi mandado edificar em 1641 por D. Jerónimo de Ataíde, Conde de Atouguia e senhor de Peniche. A edificação desta fortificação tinha como objectivo reforçar a defesa da enseada de Peniche, cruzando fogo com a fortaleza da vila. Na realidade, a sua construção inseria-se numa estratégia desenvolvida em toda a linha costeira do Reino, que visava a substituição da "(...) barragem de fogo das fortalezas por uma sucessão de pequenos pontos fortificados, segundo um princípio de mobilidade táctica (...)" (MOREIRA, 1986, p. 79).
As obras de construção da fortaleza foram terminadas em 1645, mas poucos anos depois, em 1665, a estrutura da plataforma terá sido ampliada (CALIXTO, 1980). Cerca de cem anos depois, em 1755, o grande terramoto que assolou o país destruiu parte da bateria que estava voltada ao mar.
No início do século XIX, o Forte da Praia da Consolação recebeu obras que visavam ampliar novamente o seu poder de fogo, uma vez que em 1800 foi edificada a bateria que suportava 15 canhoeiras que defendiam a enseada.
O forte desenvolve-se em planimetria estrelada, com quatro baluartes triangulares e cinco plataformas onde ficavam dispostas as bocas de fogo, mantendo na sua essência a estrutura maneirista original. A fortaleza é rodeada por um fosso, pelo que o acesso ao seu interior faz-se por uma ponte. O portal principal, de arco de volta perfeita, possui moldura de aparelho rusticado ladeado por duas pilastras. Sobre o entablamento do portal foi colocada uma lápide com inscrição alusiva à fundação e edificação da fortaleza e o escudo nacional coroado. No centro da praça de armas foram edificadas várias construções de planta rectangular, com terraço, que se dispõem em volta de um pátio.
Em 1947, já desactivado das suas funções militares, o Forte da Praia da Consolação foi ocupado por uma colónia de férias, e em 1974 foi instalada no local a sede da Associação Recreativa Forte Clube da Consolação.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006

Imagens

Bibliografia

Título

Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar, História da Arte em Portugal, vol. 8

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MOREIRA, Rafael

Título

Fortificações da região de Peniche

Local

Almeirim

Data

2000

Autor(es)

CALADO, Mariano

Título

Peniche na história e na lenda

Local

Peniche

Data

1991

Autor(es)

CALADO, Mariano

Título

O Forte de Nossa Senhora da Consolação da Praça de Peniche, Revista da Armada, nº 95, Novembro de 1980

Local

Lisboa

Data

1980

Autor(es)

CALLIXTO, Carlos Pereira