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Capela do Espírito Santo ou do Bom Jesus do Hospital - detalhe

Designação

Designação

Capela do Espírito Santo ou do Bom Jesus do Hospital

Outras Designações / Pesquisas

Capela do Bom Jesus do Hospital / Capela do Espírito Santo na Quinta do Prado(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Vila Real / Vila Real

Endereço / Local

Praça Pe. Jerónimo Amaral
Vila Real

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A história da capela do Espírito Santo, actualmente implantada na Quinta dos Prados (Campus Universitário), é também a história das várias transferências de que foi alvo, nomeadamente ao longo do século XIX, em consequência da modernização da cidade de Vila Real e da abertura de novas vias de comunicação.
A sua localização original, no Campo do Tabolado, corresponderia ao actual largo dos Condes de Amarante. A capela, fundada no século XIV pelos morgados de São Brás e anexa ao "(...) hospício para viajantes pobres, que tivessem mais de três dias de jornada (...) (SOUSA, GONÇALVES, 1987, p. 142), era designada como capela do Hospital de São Brás, encontrando-se incluída na comenda dos Telloes.
A partir do século XVI, ficou conhecida como capela do Bom Jesus, em função de uma imagem com esta invocação e de um milagre ocorrido em 1644 (SOUSA, GONÇALVES, 1987, p. 142).
Data de 26 de Agosto de 1865 uma acta da Câmara Municipal que nos informa sobre o processo de expropriação dos terrenos onde estava edificada a capela, para que aí passasse uma nova via, que atravessava Vila Real ligando a estrada da Régua e a de Chaves. O então proprietário, José António Teixeira Coelho, vendeu os referidos terrenos, tendo-se então demolido a albergaria e a capela. Mas consta da mesma Acta que a Câmara se obrigava a reedificar o templo no largo do Pioledo, sendo que o direito de posse da mesma permanecia na família. As expensas da obra ficaram a cargo do Direcção das Obras Públicas.
Através de documentação semelhante, sabe-se que em 1887 a igreja, já instalada no largo do Pioledo, servia de paiol de pólvora ao Regimento de Infantaria 13. Mais tarde, as questões que haviam obrigado à primeira transferência voltaram a colocar-se, e novamente a igreja foi demolida para que se abrisse uma estrada. As Actas das reuniões da Câmara que abordam o assunto datam de 1891 mas, cinco anos depois, a igreja ainda se conservava no mesmo local. Foi reconstruída na Quinta dos Prados, provavelmente, já no século XX.
A capela do Espírito Santo apresenta dimensões reduzidas, desenvolvendo-se em planta rectangular. A sua configuração denota as várias campanhas arquitectónicas de que foi alvo, desde o final da Idade Média. Campanhas bem visíveis no alçado lateral, onde se diferenciam claramente duas zonas. Uma primeira, definida por cornija de moldura bastante cuidada, onde se rasgam dois arcos geminados, com capitéis de motivos vegetalistas e figurativos, muito provavelmente do século XIV. A outra secção, que corresponde a parte da nave e à capela-mor, exibe cornija simples, encimada por merlões, um motivo muito semelhante ao que se encontra nos Paços Municipais de Guimarães ou de Viana do Castelo, fruto da campanha de obras do século XVI. De facto, no reinado de D. Manuel as ameias e merlões deixaram de ser elementos exclusivos da arquitectura militar, surgindo nos edifícios concelhios e privados.
Na fachada, nitidamente barroca, sobressai o contraste entre o branco e o granito dos elementos escultóricos e estruturais. O alçado é definido lateralmente por duas pilastras, interrompidas pela cornija, e encimadas por pináculos. Ao centro, desenvolve-se uma composição que engloba o portal, ligando-o ao frontão contracurvado superior. As aletas que definem a moldura do pórtico recordam a arquitectura de André Soares, tal como a ligação entre os ornatos da secção central da fachada, um recuso aplicado por este arquitecto bracarense em obras tão emblemáticas como a igreja da Falperra.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Memórias de Vila Real

Local

Vila Real

Data

1987

Autor(es)

SOUSA, Fernando de, GONÇALVES, Silva