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Património Cultural

Igreja de Nossa Senhora do Ó ou do Porto - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora do Ó ou do Porto

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial da Carvoeira / Igreja de Nossa Senhora do Ó do Porto do Reguengo da Carvoeira / Igreja Paroquial da Carvoeira / Igreja de Nossa Senhora do Ó (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Mafra / Carvoeira

Endereço / Local

-- -
Ribeira de Cheleiros

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)
Edital N.º 80/83 de 19-08-1983 da CM de Mafra
Edital N.º 46/83 de 6-06-1983 da CM de Mafra
Despacho de concordância de 6-05 1983 do Secretário de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 28-04-1983 da presidente do IPPC
Parecer de 26-04-1983 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como VC
Em 21-03-1983 a CM de Mafra enviou a planta solicitada
Em 11-03-1983 foi solicitado à CM de Mafra o envio de uma planta com o imóvel assinalado
Proposta de classificação de 30-10-1980 da CM de Mafra

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Igreja de Nossa Senhora do Ó ou do Porto encontra-se apartada da povoação da Carvoeira, em local próximo da ribeira de Cheleiros. Nas suas imediações implantam-se, também, uma ponte gótica e o cemitério da povoação.
O imóvel, de planta longitudinal, integra uma igreja com galilé, sacristia e várias dependências anexas aos alçados laterais. Os volumes encontram-se articulados e dispostos na horizontal, resultando numa volumetria paralelepipédica escalonada com coberturas diferenciadas em telhados de duas e uma água. A fachada principal virada a poente é precedida por galilé de planta retangular, à qual se acede através de arco de volta perfeita ladeado por dois vãos quadrados, separados do vão central por colunelos. A fachada termina em empena, com cornija saliente rematada por cruz latina sobre base simples No segundo registo, por cima da galilé, surge uma janela quadrada, emoldurada e sobreposta por óculo circular. No topo do cunhal sul da galilé surge um relógio de sol em cantaria ostentando a data de 1763. O acesso ao templo é feito por portal axial com moldura em cantaria, munido de friso com a data inscrita de 1830, sobrepujado por cornija saliente. Na fachada posterior em empena, abre-se um pequeno óculo que corresponde à capela-mor e, de ambos os lados, surgem os corpos adossados à nave. O alçado norte, por sua vez, é marcado pela presença de uma dependência anexa que acompanha parcialmente os dois volumes escalonados referentes à cabeceira e ao corpo da igreja, implantando-se também, deste lado, o corpo da escadaria que conduz ao campanário.
O interior do templo de nave única apresenta teto de três panos e paredes brancas percorridas por rodapé de azulejos azuis e brancos sobre um segundo nível de azulejos em roxo manganês. O coro-alto corresponde a uma estrutura de madeira assente sobre duas colunas. Os alçados laterais da nave são rasgados por frestas com capialço, surgindo a porta de acesso ao exterior no alçado sul. No alçado norte implanta-se o púlpito com base pétrea moldurada e caixa composta por balaustrada torneada. Em ambos os alçados, junto ao arco triunfal, subsistem dois retábulos assentes em altares paralelepipédicos forrados a azulejo industrial imitando os antigos. Estes retábulos, que incluem ainda uma pintura a óleo sobre madeira, apresentam planta reta de um só eixo em talha dourada e policromada, enquadrada por colunas pseudo-salomónicas e friso com cornija. O retábulo que se encontra do lado da Epístola apresenta ainda o ático recortado contendo, ao centro, uma moldura circular com a representação duas setas cruzadas alusão a São Sebastião, primeiro orago da igreja. A capela-mor é de planta retangular, rasgada por vão de janela no alçado sul e porta de acesso à sacristia no alçado norte, os alçados deste espaço são também rematados por cornija saliente sobre a qual assenta a cobertura interior em abóbada de berço. O retábulo-mor corresponde a uma estrutura de talha polícroma de gosto rococó rematada por frontão em tons de azul, dourado e imitação de pedra nas faces laterais.
Rodeia o edifício um adro murado de planta sensivelmente triangular, dentro do qual se ergue um cruzeiro em calcário com cruz latina rematada por haste quadrada. Assenta esta cruz num plinto paralelepipédico com a inscrição "AVE CRUX / SPES VNICA". No degrau que se encontra logo por baixo surge a data de 1668.
História
A igreja implanta-se num local de ancestral sacralidade, onde foram identificados níveis de ocupação de época romana. A utilização religiosa do espaço está testemunhada desde época paleocristã, tendo-se identificado sucessivos níveis de tumulação até à Baixa Idade Média. Em 1988 a igreja foi assaltada, desaparecendo a quase a totalidade das imagens, incluindo a de Nossa Senhora do Ó. Igualmente nos anos 80 todo o conjunto foi restaurado
Maria Ramalho/DGPC/2015. Colaboração de Ana Pagará / Maria do Carmo Almeida/ Paulo Fernandes/C.M. Mafra

Imagens

Bibliografia

Título

4. Arquitectura e escultura monumental manuelina na região de Mafra, Boletim Cultural 2000, pp.65-82

Local

Mafra

Data

2000

Autor(es)

VILAR, Maria do Carmo

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, vol. III (Mafra, Loures e Vila Franca de Xira)

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

Monografia de Mafra

Local

Mafra

Data

1987

Autor(es)

LUCENA, Armando de

Título

A arquitectura e a escultura monumental na região de Mafra entre o Gótico e o Classicismo, Do Gótico ao Maneirismo. A arte na região de Mafra na Época dos Descobrimentos, pp.21-31

Local

Mafra

Data

2002

Autor(es)

PEREIRA, Fernando António Baptista

Título

Subsídios para a história da Diocese de Lisboa do século XVIII

Local

Lisboa

Data

1980

Autor(es)

PEREIRA, Isaías da Rosa

Título

Memórias e Memorialistas. 1. Memórias Paroquiais, Boletim Cultural '96, pp. 307-344

Local

Mafra

Data

1997

Autor(es)

GORJÃO, Sérgio

Título

Identidades. Património Arquitectónico do Concelho de Mafra

Local

Mafra

Data

2009

Autor(es)

FERNANDES, Paulo Almeida, VILAR, Maria do Carmo

Título

O Falso D. Sebastião da Ericeira e o Sebastianismo

Local

Mafra

Data

1998

Autor(es)

AA.VV.

Título

Carta do Património do Concelho de Mafra. Lavabos de Sacristia, Boletim Cultural ,97, pp.371-396

Local

Mafra

Data

1998

Autor(es)

VILAR, Maria do Carmo