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Cruzeiro do Senhor dos Aflitos - detalhe

Designação

Designação

Cruzeiro do Senhor dos Aflitos

Outras Designações / Pesquisas

Cruzeiro do Senhor dos Aflitos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Vila Real / Borbela e Lamas de Olo

Endereço / Local

- no desvio que dá acesso à ponte de Piscais
Lugar da Timpeira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Originalmente situado à beira da estrada nacional que liga Vila Real a Chaves, no lugar de Timpeira, junto ao acesso à ponte de Piscais, o Cruzeiro do Senhor dos Aflitos é um marco de caminho de cariz religioso em granito.
A estrutura é composta por soco de três degraus, sobre a qual assenta o fuste cilíndrico, sem decoração, coroado por capitel cúbico. Sobre este coloca-se o remate em cruz grega; numa face exibe a imagem em relevo de Cristo Crucificado, na face oposta apresenta a representação da Virgem com o Menino.
A estrutura primitiva comportava, também, quatro candeias, uma de grandes dimensões, ligada ao braço da cruz e ao capitel por hastes metálicas, de onde pendiam as três mais pequenas.
História
Implantados nas rotas viárias, nomeadamente em encruzilhadas, os cruzeiros medievais e modernos constituíam-se como marcos de caminho, não só indicando direções, mas também tendo uma função religiosa. Efetivamente, estes padrões carregavam uma cultura popular de proteção, sendo erguidos para proteger as almas de quem transitava ou marcando a memória de determinado acontecimento, pedindo, por vezes, orações a quem passasse pelo local.
O Cruzeiro do Senhor dos Aflitos, erguido na época moderna, parece ter tido esta função de proteção dos viajantes, implantando-se numa das vias de acesso à cidade de Vila Real. Foi classificado em 1977, atendendo ao seu simbolismo como marco da religiosidade popular local.
Manteve-se no local original até ao ano de 1979, quando a sua queda provocou a quebra de alguns dos elementos originais, como a candeia principal. Foi então apeado pela Junta Autónoma das Estradas, que o guardou num armazém.
Catarina Oliveira
DGPC, 2019