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Ruínas da Capela de Cavalões, antiga Capela das Almas - detalhe

Designação

Designação

Ruínas da Capela de Cavalões, antiga Capela das Almas

Outras Designações / Pesquisas

Capela de São Gonçalo / Capela de Cavalões / Capela das Almas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Vila Nova de Famalicão / Gondifelos, Cavalões e Outiz

Endereço / Local

Lugar de São Gonçalo
Cavalões

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Esta pequena capela da freguesia de Cavalões, em Vila Nova de Famalicão, é um templo dedicado a São Gonçalo e ao Senhor da Boa Fortuna, também conhecido por Capela das Almas, e erguido presumivelmente no século XVIII. Possui uma interessante fachada principal rematada em larga empena triangular sobre cornija embebida, abaixo da qual o paramento surge dividido em dois panos: a divisão é marcada por uma pilastra central, resultante da intersecção entre a fachada e a estrutura dos arcos formeiros que separa as duas naves do interior, e é reforçada pelo rasgamento de duas portas, dando acesso diferenciado às mesmas naves. As portas são de verga recta, com molduras de cantaria, encimada por frontões triangulares apontados à cornija, e enquadradas por pequenas janelas quadradas a pequena distância do solo. Os cunhais da fachada são apilastrados, rematados por pináculos piramidais com pinhas. Na empena, e a eixo de cada porta, abrem-se pequenas lunetas, sendo redonda a da direita, e quadrilobada a da esquerda. O campanário ergue-se a Norte da frontaria. O corpo da sacristia, mais baixo e de planta quadrangular, adossa-se à esquerda da fachada. Nas paredes laterais existem duas portas e janelões rectangulares.
O interior, conforme referido, divide-se em duas naves separadas por uma arcaria em dois tramos longitudinais, ou formeiros, que detêm igualmente funções estruturais, e cujos topos interceptam o pano da fachada. Os arcos formeiros são redondos, de arestas chanfradas, e apoiados em capiteis de tabuleiro. Ainda se conserva, a meia-altura do pé direito do primeiro arco, a plataforma de um púlpito destruído. A divisão interna é novamente retomada na presença de dois altares sobrelevados, um em cada nave, funcionando o da direita (lado da Epístola) como altar-mor.
A capela, de construção provavelmente setecentista, revela uma solução espacial se estende ao altar-mor, e surge marcada na fachada principal. Tal divisão era ainda reforçada pela anterior existência de uma balaustrada de madeira corrida sob os arcos formeiros, destinada a separar os homens e as mulheres, durante as liturgias. Sabe-se que sofreu um incêndio em 1942, tendo permanecido em ruínas durante muito tempo, seguindo-se um restauro datado de 1979, por iniciativa da Comissão Fabriqueira. SML

Imagens