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Cruzeiro do Senhor dos Milagres - detalhe

Designação

Designação

Cruzeiro do Senhor dos Milagres

Outras Designações / Pesquisas

Cruzeiro do Senhor dos Milagres(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Arcos de Valdevez (São Salvador), Vila Fonche e Parada

Endereço / Local

-- -
Arcos de Valdevez

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Cruzeiro do Senhor dos Milagres levanta-se junto à Ponte Velha de Arcos de Valdevez, sobre o Rio Vez. Embora de factura tardia, sendo de finais de Oitocentos, este monumento possui tradição decorativa setecentista, um anacronismo que resulta particularmente interessante, se recordarmos o facto de ter sido erguido a pedido da população local. Sobre o soco, constituído por dois degraus quadrados, assenta um grande paralelepípedo, ao alto, servindo de pedestal; as faces são molduradas, e decoradas com simples losangos, o fronteiro exibindo a inscrição Nosso Senhor dos Milagres. A coluna, com base clássica, apresenta o primeiro terço com decoração distinta da restante, sendo ornado de losangos em relevo, enquanto os terços superiores têm caneluras. O capitel, de acordo com os exemplos mais clássicos da aplicação da ordem coríntia, tem o tambor decorado com folha de acanto e encimado por volutas. A rematar o conjunto, um acrotério de boas dimensões, onde se pode ler a inscrição S.DOS MIL/LAGRES, apoia uma cruz latina, de secção quadrada, rematada por motivos vegetais em pirâmide. A imagem de Cristo, sobrepujada por cartela, apresenta alguma rigidez e um tom nitidamente arcaizante, com os pés em paralelo.
Um dos mais interessantes aspectos deste pequeno monumento é a sua deliberada inspiração em outros, anteriores em mais de um século, como são os casos do Cruzeiro de Tibães, Santana e Campo das Hortas, estes na zona de Braga. De facto, estes são praticamente idênticos ao dos Milagres, com excepção da decoração do pedestal e do primeiro terço do fuste, bem como de alguns detalhes no remate. De realçar ainda a curiosidade das âncoras representadas no capitel, entre os enrolamentos de acanto, um dos principais símbolos da região, evocador da faina da pesca, e claramente destinado e representar o povo local como impulsionador da obra (paga, de resto, com o imposto do "real de água"). A construção data de 1831. SML