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Capela e Recolhimento da Caridade - detalhe

Designação

Designação

Capela e Recolhimento da Caridade

Outras Designações / Pesquisas

Capela e Recolhimento da Santa Trindade e da Caridade / Capela e Recolhimento da Caridade (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Braga / Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto)

Endereço / Local

Rua do Carmo
Braga

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Erigido no centro da cidade de Braga, junto à Igreja do Carmo, o Recolhimento da Caridade é composto por um conjunto de cinco casas que integram ao centro uma capela. Fundado em 1768, o complexo acolhia jovens raparigas desfavorecidas. Atualmente, o espaço alberga os serviços da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM-Cávado).
De planta retangular irregular, o recolhimento é formado pela justaposição de cinco casas de habitação. Nos anos 90 do século XX, e face ao avançado estado de degradação estrutural, os edifícios foram objeto de uma obra de restauro e reconstrução, da autoria do arquiteto Teotónio M. Morais da Silva Santos. Mantém-se a traça original das fachadas dos edifícios que, embora denuncie a pré-existência de diferentes habitações, visível pelas diferentes cérceas e números de pisos, criam uma frente de rua harmoniosa, com a abertura de janelas e portas de molduras iguais, que incluem janelas com gelosias.
Na referida obra, a capela do recolhimento, dedicada a Nossa Senhora da Caridade, foi demolida, conservando-se no frontispício o portal do pequeno templo, rematado com frontão triangular.
O interior do recolhimento foi substancialmente alterado com as obras de adaptação a serviços. Porém, ainda mantém no edifício central, que seria o principal da obra assistencial setecentista, uma escadaria em pedra de gosto barroco e uma "roda dos enjeitados".
História
No século XVIII, Braga possuía diversos recolhimentos destinados às mulheres da cidade, no seguimento de numa política social largamente difundida nos países católicos no período pós-Trento, onde se fundavam estas instituições de recolhimento que visavam valorizar e preservar a honra feminina, acolhendo não apenas meninas e jovens que se preparavam para o casamento, mas também mulheres adultas casadas cujos maridos estavam nos territórios ultramarinos, mulheres viúvas que se retiravam da vida social ou, em alguns casos, mulheres que se "regeneravam" de uma vida de pecado (Araújo: 2009, p. 252).
De acordo com este espírito de prestar "assistência corporal e espiritual", foi fundado em 1768 o Recolhimento da Caridade, destinado a acolher "meninas pobres" (Ibidem).
Já na centúria de Oitocentos, o edifício passou a servir como casa de "roda dos expostos", da qual mantém o mecanismo da roda que servia para depositar e recolher as crianças órfãs. Na primeira metade do século XX o recolhimento converteu-se em asilo, perdendo as suas funções sociais algumas décadas depois.
Cerca de 1990 o edifício encontrava-se em avançado estado de ruína, pelo que era urgente a sua reabilitação. Procedeu-se então à recuperação do espaço, com um projeto do arquiteto Teotónio M. Morais da Silva Santos, que visou a adaptação dos edifícios à função de serviços públicos. Atualmente, o espaço alberga os serviços da CIM - Cávado.
Catarina Oliveira
DGPC, 2016
(com a colaboração da CM Braga)

Imagens

Bibliografia

Título

A oferta assistencial na Braga Setecentista, El mundo urbano en el siglo de la Ilustración : actas da Reunión Cientifica de la Fundación Española de Historia Moderna, 10

Local

Santiago de Compostela

Data

2009

Autor(es)

ARAÚJO, Maria Marta Lobo de