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Penedo de São Simão - detalhe

Designação

Designação

Penedo de São Simão

Outras Designações / Pesquisas

Penedo de São Simão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Sepultura

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Ponte de Lima / Refóios do Lima

Endereço / Local

-- -
Alto do Couto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Classificada em 1982 como "Imóvel de Interesse Municipal", o "Penedo de São Simão" ergue-se na encosta junto à cumeeira do monte fronteiro ao povoado fortificado da Idade do Ferro, conhecido por "Castro de S. Simão".
A presente classificação reporta-se a uma sepultura antropomórfica de configuração sub-rectangular escavada no topo de um penedo (vide supra) granítico de grandes dimensões, de forma relativamente destacada na paisagem e sobranceira à sua envolvência. Com cerca de um metro e noventa de comprimento, quarenta e cinco de largura média e sessenta de profundidade, a sepultura apresenta um rebordo com aproximadamente nove centímetros de amplitude, possivelmente destinado à aposição de uma tampa, que a cobriria por completo na origem, ao mesmo tempo que impediam as infiltrações das águas pluviais.
Embora permaneça na agenda de discussões da comunidade científica nacional, a atribuição cronológica das, geralmente, designadas por "sepulturas antropomórficas" tem sido ultimamente enquadrada entre os séculos VI/VII e o século XI, altura em que começaram em entrar em desuso, apesar de algumas permanências registadas até ao dealbar de trezentos. Não obstante, ainda são alguns os autores que persistem em balizar certos exemplares, como no caso em epígrafe, no âmbito genérico da "Proto-história" do Noroeste peninsular, posteriormente envoltas nas tradicionais interpretações populares, como reflexo indirecto de um processo de cristianização aprofundado durante a medievalidade do actual território português. E, neste caso concreto, a sepultura integrará a tipologia mais recente das sepulturas antropomórficas específicas dos meados do século IX, se aceitarmos que as mais antigas se reportarão às não antropomórficas. Em todo o caso, haverá que sublinhar que toda esta polémica decorrerá, antes de mais, da ausência de um contexto estratigráfico e de espólio associado, independentemente das suas causas.
E, de facto, apesar de já serem conhecidas algumas sepulturas com estas características no Sul do país, a realidade do terreno parece confirmar uma tendência para a sua concentração no Norte peninsular, a maioria das vezes perfazendo verdadeiras necrópoles, mesmo quando constituídas por apenas dois ou três sepulcros, possivelmente correspondentes a uma mesma comunidade, ou, até mesmo, a núcleos familiares mais alargados.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Proto-História e Romanização da Bacia inferior do Lima, Estudos Regionais

Local

Viana do Castelo

Data

1998

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de

Título

Roteiro da Ribeira Lima

Local

Porto

Data

1959

Autor(es)

AURORA, Conde de

Título

Duas sepulturas medievais de Ponte do Lima, Cadernos de Arqueologia

Local

Braga

Data

1985

Autor(es)

NUNES, Henrique M. Barreto, LEMOS, Francisco Sande