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Construções setecentistas e chafariz do Largo 28 de Janeiro - detalhe

Designação

Designação

Construções setecentistas e chafariz do Largo 28 de Janeiro

Outras Designações / Pesquisas

Fonte Nova em Portalegre (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Casa no Largo 28 de Janeiro, n.º 8 a 10 (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Casa no Largo 28 de Janeiro, n.º 1 a 3 (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Casa no Largo 28 de Janeiro, n.º 4 (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto Urbano

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Portalegre / Sé e São Lourenço

Endereço / Local

Largo de 28 de Janeiro
Portalegre

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situado nas proximidades da Porta da Devesa, uma das sete abertas na muralha do tempo de D. Dinis, o Largo 28 de Janeiro é definido por um conjunto de edifícios de características barrocas que lhe conferem um carácter cenográfico. Longe da exuberância de muitos solares nortenhos, estas construções revelam, no entanto, o carácter compacto e de monumentalidade contida que caracterizou a arquitetura portuguesa deste período, e que encerra todo o dinamismo inerente ao gosto barroco nas fachadas, de ritmos bem definidos e com decoração concentrada nas molduras dos diferentes vãos.
Por outro lado, manifesta-se também a tendência construtiva de desenvolvimento dos edifícios num único plano, sem profundidade, que privilegia claramente o piso dominante, ou seja, o andar nobre, de tratamento superior. Desta forma, todo o Largo denota a estabilidade conferida pelas fachadas de tendência horizontalizante, mas cujos elementos decorativos contribuem para um ambiente fortemente teatral e cenográfico, que se impõe na malha urbana de uma das artérias mais importantes da cidade de Portalegre - a Rua Direita.
O edifício de topo, entre duas ruas, exibe uma fachada rasgada por cinco janelas no piso nobre, duas delas de sacada, a que correspondem as portas térreas e o óculo central. Naturalmente, o ritmo dos vãos converge para o centro, onde o avental e o frontão da janela revelam uma composição mais exuberante que os restantes. Todavia, o desenho dos aventais é muito semelhante ao do prédio de gaveto da Rua 5 de Outubro (rua Direita) e a Travessa 1º de Maio.
Do lado direito, um prédio de dimensões reduzidas, articula-se com outra construção mais atual. De três andares, apresenta uma decoração barroca ao nível dos vãos do piso intermédio, com molduras retilíneas na sobreverga, preenchidas por elementos geométricos.
Do lado oposto, o edifício desenvolve uma fachada de tendência horizontal, mais prolongada, com piso nobre rasgado por janelas de sacada. As sobrevergas são muito semelhantes à das restantes construções, embora mais elevadas e de remate semicircular, formando quase uma oval. O piso térreo desenvolve-se em vãos simples, à exceção do primeiro, em arco de volta perfeita, aberto já nos anos 20 do século XX.
Ao centro do Largo ergue-se o chafariz, que a Câmara aí mandou construir em 1894, segundo a data inscrita no escudo, que exibe ainda um castelo sobrepujado por uma grinalda, a recordar a lápide do município patente no edifício dos Paços do Concelho. Do tanque quadrilobado, eleva-se a base e o fuste de secção quadrada, sobrepujado por uma peça em forma de sino rematado por esfera.
Já um pouco afastado, encontra-se um outro edifício de grande imponência, que articula a Rua Direita com a Travessa 1º de Maio, mas abrindo-se para este Largo (ver Prédio no gaveto da Rua 5 de Outubro ). Com janelas de sacada de aventais e tímpanos decorados, o seu tratamento é bastante superior ao dos restantes, não apenas pelo cuidado do desenho mas também pelo material utilizado - granito e não argamassa pintada de diferentes tonalidades.
Rosário Carvalho/IPPAR/2004, atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016

Imagens

Bibliografia

Título

Portalegre

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de