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Capela do Calvário, ou de Santa Maria Madalena - detalhe

Designação

Designação

Capela do Calvário, ou de Santa Maria Madalena

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Santa Maria Madalena
Igreja das Pedras / Capela do Calvário / Capela de Santa Maria Madalena (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Ferreira do Alentejo / Ferreira do Alentejo e Canhestros

Endereço / Local

Praça Santa Maria Madalena
Ferreira do Alentejo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 436/2014, DR, 2.ª série, n.º 109, de 6-06-2014 (classificou como MIP) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 23-05-2003 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 25-11-2002 da DR de Évora para a classificação como IIP
Despacho de 23-07-2002 do vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura do processo de reclassificação para IIP
Decreto n.º 31/83, DR, I Série, n.º 106, de 9-05-1983 (classificou como VC) (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 436/2014, DR, 2.ª série, n.º 109, de 6-06-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 65/2013, DR, 2.ª série, n.º 33, de 15-02-2013 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 3-03-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 15-12-2008 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Capela do Calvário de Ferreira do Alentejo, também denominada de Santa Maria Madalena, ou simplesmente "Igreja das Pedras", é uma curiosa igrejinha de planta circular e coberta por cúpula e lanternim, cujas características únicas a converteram no ex-libris da vila. Originalmente erguida na Rua do Calvário, depois Rua Luís de Camões, foi reerguida no início de uma das maiores vias da localidade, a então Rua de Lisboa, actual Avenida Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em finais do século XIX. A Rua de Lisboa ficava assim demarcada pela capela, no seu início, e pela Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde terminava.
A capela, de paredes lisas caiadas, tem alguns elementos realçados a ocre, como a tradicional barra que se prolonga pelas ombreiras e lintel da porta, e ainda as molduras e pilastras do lanternim que a coroa. É rasgada por singela porta de verga recta, fazendo-se a iluminação do interior exclusivamente através do citado lanternim, de planta hexagonal, aberto por seis arcos redondos entre pilastras nos cunhais, e encimado por cruz latina. A sua mais peculiar característica reside nas pequenas pedras graníticas, irregulares, que se cravam nas paredes, e sobretudo na cúpula. Evocam o sofrimento de Cristo durante a Via Sacra, na imaginação popular, embora a Bíblia não mencione o apedrejamento. Ainda assim, esta seria a forma tradicional judaica pela qual Jesus teria morrido, se o povo hebreu não estivesse sob domínio romano. As pedras, ásperas e pontiagudas, podem ainda recordar o espinhoso Caminho do Calvário, e certamente o episódio da mulher adúltera, tantas vezes identificada com Maria Madalena, salva do apedrejamento pela intercessão do Salvador. Assim se compreende igualmente esta invocação do templo, que guarda uma imagem setecentista da santa, certamente pertencente a uma figuração do Calvário.
O interior é de planta quadrada, coberto por cúpula semi-esférica sobre pendentes, de forma a fazer a transição com o vão quadrangular. Foi acrescentado de diversa ornamentação aquando da transferência para a localização presente, passando a incluir estuques polícromos, medalhões, ramagens, vieiras, palmetas, e os símbolos, relevados, do Martírio de Jesus, de acordo com o gosto oitocentista.
Segundo Túlio Espanca, a construção desta capela, que no ano de 1744 estava integrada nos bens da Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo, foi inspirada num pequeno templo semelhante, da cidade de Beja, ainda existente nos alvores do séc. XVIII, defronte da porta da igreja de Ao Pé da Cruz, e demolido no ano de 1921 (Túlio ESPANCA, 1992).
De referir ainda que, apesar da originalidade deste edifício, existe pelo menos mais uma capela semelhante na região, embora de menores dimensões. Trata-se da Capela de Santa Maria Madalena, ou Calvário das Pedras Negras (século XVII), em Peroguarda. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

ESPANCA, Túlio