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Fábrica de Papel do Boque - detalhe

Designação

Designação

Fábrica de Papel do Boque

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Fábrica

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Lousã / Serpins

Endereço / Local

-- --
Serpins

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 26-A/92, DR, I Série-B, n.º 126, de 1-06-1992 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Localizada no lugar do Boque, freguesia de Serpins, na margem do rio Ceira, a Fábrica de Papel do Boque é composta por um aglomerado de corpos edificados que formam uma planta irregular, tendo sido fundada em 1861.
O complexo fabril é formado por vários edifícios retangulares, orientados a oeste, que seguem o curso do rio. O edifício principal, localizado mais perto do curso de água, divide-se em dois pisos no corpo central, com chaminé ao centro e fachadas rasgadas pela abertura simétrica de janelas de moldura redonda, correspondendo ao antigo espaço de processamento e fabrico de papel. Nas traseiras deste dispõem-se os espaços que albergaram os armazéns, a casa da báscula, a carpintaria, a serralharia, o tanque de decantação, a casa das caldeiras, e também um açude, que permitiu a canalização da água do rio Ceira até aos edifícios da fábrica.
Atualmente, o complexo fabril encontra-se devoluto, e os diversos edifícios que o integram apresentam sinais de ruína avançada.
História
A Fábrica de Papel do Boque foi fundada no ano de 1861 por José Joaquim de Paula, industrial que em 1821 havia fundado a Fábrica de Papel de Góis, em Ponte do Sótão.
A primeira fase de edificação do Boque prolongou-se entre o ano da fundação e 1868, ano em que se instalaram as primeiras máquinas no local e se deu início à produção de papel.
Alguns anos depois, durante a década de 70 de Oitocentos, a fábrica foi vendida à empresa Viúva Macieira e Filhos, atual proprietária dos edifícios. Iniciou-se, depois, a segunda fase de construção, com o levantamento de novos edifícios adjacentes ao núcleo primitivo e a introdução de novos mecanismos, que incluíam uma máquina de fabrico de papel contínua, a primeira do género a laborar em Portugal.
Ao longo do século XX foram sendo melhorados os acessos ao complexo fabril, nomeadamente com a construção, em 1930, de uma extensão da linha ferroviária entre Coimbra e Lousã, com destino a Serpins, e com a edificação de uma ponte rodoviária sobre o Ceira, alguns metros a este dos edifícios.
A Fábrica de Papel do Boque deixou de laborar nos anos 80 do século XX, sendo definitivamente encerrada em Janeiro de 1986.
Catarina Oliveira
DGPC, 2016
(com a colaboração de CM Lousã)

Imagens

Bibliografia

Título

"Serpins, Tesouros Artísticos de Portugal"

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de

Título

"Uma Viagem à Serra da Lousa"

Local

Lousã

Data

1938

Autor(es)

SAMPAIO, A. P. Forjaz de

Título

"Vila da Louza"

Local

Lousã

Data

1938

Autor(es)

MEXIA, Fernando de Magalhães