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Edifício na Rua Nova da Avenida - detalhe

Designação

Designação

Edifício na Rua Nova da Avenida

Outras Designações / Pesquisas

Edifício na Rua Nova da Avenida, 13
Casa André Pilarte / Casa André Pillarte (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Tavira / Tavira (Santa Maria e Santiago)

Endereço / Local

Rua Guilherme Gomes Fernandes
Tavira

Número de Polícia: 1

Rua Dom Marcelino Franco
Tavira

Rua Nova da Avenida
Tavira

Número de Polícia: 13

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
De entre os novos arruamentos abertos para além das muralhas medievais deve salientar-se, na Ribeira, a Rua Nova Pequena desenhada no sentido poente-nascente a partir da antiga Praça da Ribeira, hoje Praça da República. Ora, é precisamente no topo dessa Rua Nova (atual Rua Alexandre Herculano) e portanto vis-à-vis do Arco e da fachada da Igreja da Misericórdia, que se situa a casa com frentes também para a antiga Rua Nova da Avenida (atual Rua Guilherme Gomes Fernandes, edifício n.º 1), também conhecida por "Casa de André Pilarte".
O edifício, que apresenta um formato trapezoidal com o lado mais pequeno voltado para o eixo da Rua Nova Pequena, ostenta nessa fachada uma notável janela de sacada renascentista moldurada com rebaixos sucessivos e fecho lavrado datável de 1530-60, certamente do risco de André Pilarte dadas as afinidades de estilo com a porta lateral da Igreja da Misericórdia e com a porta de comunicação da mesma igreja para a Sacristia. Uma grade dos fins do século XVIII, colocada neste vão, substitui a primitiva.
A casa mantém a estrutura construtiva do século XVI, embora, como a generalidade dos edifícios algarvios, tenha sido reconstruída depois do sismo de 1755, intervenção visível nos pormenores e acabamentos do interior e em alguns vãos exteriores que certamente vieram substituir os quinhentistas.
Do séc. XVI são assim visíveis três elementos dominantes: a janela de sacada, peça notável e hegemónica do edifício, um cunhal chanfrado e um cunhal de aresta viva, do lado oposto. O remate é constituído por uma cobertura de duas águas, estabelecendo um terceiro piso que se abre para um terraço na frente da casa. Este terraço, por sua vez, é debruado com cornija de "massa" à moda do século XVII, caiada a cinzento como é tradicional no Algarve.
No interior podem observar-se algumas paredes decoradas com marmoreado rosa do século XIX.
Estamos portanto perante uma casa Renascença remodelada nos séculos XVII, XVIII e XIX mas que, apesar de tudo mantém intacta a sua estrutura primitiva, sendo por isso um dos raros exemplos de arquitetura civil urbana quinhentista do Algarve.
Acresce ao valor intrínseco do imóvel, a sua integração num espaço urbano de notável qualidade arquitetónica em que se deve salientar todo o conjunto de telhados de tesouro da Rua Nova Pequena, uma casa com janelas manuelinas na mesma rua, um prédio com janelas de recorte setecentista na Corredoura, a Igreja da Senhora das Ondas, antigo Compromisso Marítimo, com estruturas manuelinas ainda visíveis e um prédio aparatoso dos finais do século passado, na Rua da Caridade, que serviu de pousada aos Reis D. Carlos e D. Amélia na sua visita oficial à cidade em 1897.


História
Tavira mantém ainda hoje valores notáveis da Arquitetura do Renascimento de que a Igreja da Misericórdia é o melhor testemunho. Construída em 1541 por um mestre pedreiro Tavirense, hoje identificado como André Pilarte, esta igreja representou, sem dúvida, um foco irradiante do novo gosto não só na cidade, como em todo o Algarve. Infelizmente, da arquitetura civil deste período pouco mais resta do que este edifício da Rua Nova a qual acusa, a nível estilístico, pontos de contacto com a obra da Misericórdia.
Em 2005 a Câmara Municipal de Tavira procedeu a obras de reabilitação do imóvel, sendo este habitualmente usado para atividades culturais.
IPPAR/2003. Atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016

Imagens