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Casa, Solar ou Quinta da Luz, incluindo a capela, o terreiro fronteiro delimitado pelo muro e os portões - detalhe

Designação

Designação

Casa, Solar ou Quinta da Luz, incluindo a capela, o terreiro fronteiro delimitado pelo muro e os portões

Outras Designações / Pesquisas

Casa ou Solar da Luz, que nos seu conjunto inclui, portões, muros, fontes e outros pertences. Nomeadamente a Capela dos Séc. XVII e XVIII que lhes é adstrita / Casa e Capela da Quinta da Luz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Fafe / Fornelos

Endereço / Local

Quinta da Luz
Fornelos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (alterou o âmbito da classificação) (ver Decreto)
Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (classificou a Casa ou Solar da Luz) (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A edificação da Casa da Luz remonta, muito possivelmente, ao final do século XVII e ao início da centúria seguinte. É possível que existisse no local um outro imóvel, de época anterior, pois a capela ostenta, no portal, a data de 1632. O imóvel foi objecto de algumas alterações já no decorrer do século XIX.
Era propriedade da família Peixoto de Magalhães, muito ligada à história da freguesia de Fornelos, que possuía ainda um outro imóvel, a Casa de Cimo da Vila.
O amplo terreiro que antecede a casa é delimitado por um gradeamento, interrompido pelo portão cujas colunas trabalhadas terminam em pináculos. Ao centro do largo encontra-se um chafariz e, no muro lateral uma fonte. Esta, apresenta espaldar definido por pilastras encimadas por pináculos e frontão contracurvado. A carranca a partir da qual jorra a água encontra-se ladeada por outras duas, cujas caudas se entrelaçam, inscrevendo-se numa espécie de nicho ladeado por aletas.
A casa, de grandes dimensões, revela alguma depuração ao nível da fachada principal, com janelas de sacada, de verga recta, no piso nobre. A escadaria de duplo lanço, paralela ao alçado, e com arco de volta perfeita no piso térreo, cria algum dinamismo apesar de se desenvolver no mesmo plano do alçado (AZEVEDO, 1969, p. 72). Uma maior imponência é-lhe conferida, ainda, pelas duplas pilastras dos cunhais, coroadas por urnas, pela platibanda e, principalmente, pelo brasão que se ergue sobre o portal principal, inscrito numa composição monumental de grande impacto, com troféus e outros elementos decorativos. O escudo oval, esquartelado, exibe os símbolos heráldicos dos Peixotos, Leite e Teles.
O piso recuado que se observa sobre a linha do telhado deverá corresponder a um acrescento posterior. Na mesma linha da fachada, dois muros ameados e abertos por portão permitem o acesso aos restantes volumes que fazem parte do imóvel, mas que são, certamente, de épocas diferenciadas. Uma última referência para a capela, de linhas muito depuradas, com portal em arco de volta perfeita antecedido por alpendre de dimensões reduzidas, suportado por colunas.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de