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Lagareta no Alto de Palurdo - detalhe

Designação

Designação

Lagareta no Alto de Palurdo

Outras Designações / Pesquisas

Lagareta do Alto Palurdo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Lagareta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Pinhel / Alto do Palurdo

Endereço / Local

EN 324
Pereiro

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de concordância de 7-11-2011 do director do IGESPAR, I.P.
Parecer de 7-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a informar que o procedimento caducou, nos termos do art.º 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) e a propor o envio do processo á autarquia para ponderar a classificação como de IM
Proposta de arquivamento de 8-06-2006 da DR de Castelo Branco, por não ter valor nacional
Despacho de homologação de 30-08-1991 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 29-07-1991 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como VC
Despacho de abertura de 27-11-1990 do Vice-Presidente do IPPC
Proposta de abertura de 21-11-1990 do IPPC
Proposta de classificação de 12-11-1990 do Serviço Regional de Arqueologia da Zona Centro

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Foi num afloramento rochoso granítico desnivelado, destacado na paisagem envolvente, que se talharam dois tanques de configuração rectangular, com paredes quase verticais e comunicantes entre si através de um orifício circular, constituindo o arqueossítio designado por "Lagareta no Alto de Palurdo", situado nas proximidades de Pereiro.
Ostentando dimensões modestas, porém aproximadas às observadas noutros exemplares arrolados na mesma região, o tanque maior medirá um metro e vinte e seis centímetros por noventa e quatro e trinta de altura, enquanto o segundo apresenta pouco mais oitenta centímetros por quarenta e seis e uma altura máxima de quarenta e sete centímetros.
Ao que tudo indica, estamos em presença de vestígios de um lagar construído durante a presença romana nesta zona do actual território português, integrando certamente a pars fructaria da pars rustica de uma qualquer uilla, onde permaneciam todas as estruturas relacionadas com as actividades agrícolas, com evidente destaque para os celeiros e lagares, como no presente caso, onde se armazenavam e se transformavam os produtos obtidos nas respectivas propriedades.
Com efeito, a existência destes componentes no terreno revelará como a produção vinícola constituía parte essencial da economia desta região durante parte expressiva do Império romano, cujas autoridades administrativas cedo se aperceberam das potencialidades beirãs para este tipo de actividade. Para isso apontará, precisamente, a presença dos dois tanques, o maior dos quais eventualmente correspondente ao antigo calcatorium, destinado a pisotear a uva, enquanto o de menores dimensões - lacus - receberia, justamente, o mosto assim obtido por intermédio da abertura anteriormente mencionada (vide supra).
Mas apesar de podermos estar perante documentos indirectos de uma eventual actividade vinhateira ao longo dos primeiros séculos da nossa Era, é possível que estes vestígios se reportassem à produção de azeite (ademais, abundante nesta região), uma dúvida dissolvida quando se encontram grainhas de uvas. E apesar de, noutras estações arqueológicas, "Os achados de pesos de lagar são relativamente frequentes, mas não têm sido acompanhados de escavações capazes de nos elucidarem sobre a estrutura destes edifícios industriais e a natureza do produto - vinho ou azeite - fabricado." (JORGE, J. de, 1990, p. 426).
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta

Local

Lisboa

Data

1984

Autor(es)

DIONÍSIO, Sant'Ana

Título

A produção e a circulação dos produtos, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.