Saltar para o conteúdo principal da página

Edifício sito na Avenida da República, 97 a 97-C - detalhe

Designação

Designação

Edifício sito na Avenida da República, 97 a 97-C

Outras Designações / Pesquisas

Edifício na Avenida da República, n.º 97 a 97C(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Avenidas Novas

Endereço / Local

Avenida da Republica
Lisboa

Número de Polícia: 97-9 7C

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-BI/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (reclassificou como MIP) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 28-03-2011 do Secretário de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 4-10-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Parecer de 29-09-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação individual do imóvel como MIP
Processo devolvido pelo Ministro da Cultura ao IGESPAR, I.P. em 29-04-2010 para clarificação do parecer
Edital N.º 2/2010 de 4-01-2010 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 23-09-2009 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 3-07-2007 do presidente do IPPAR
Parecer favorável de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 16-02-2007 da DR de Lisboa para a clasificação como IIP
Edital N.º 20/2006 de 27-03-2006 da CM de Lisboa
Despacho de revogação e abertura de 19-04-2005 do presidente do IPPAR
Proposta de 4-04-2005 da DR de Lisboa para a revogação do despacho de abertura de 11-12-1981 e de abertura da instrção do processo de classificação dos edifícios da Avenida da República, 95 a 95-A e 97 a 97-C (este para reclassificação)
Despacho de abertura de 11-12-1981 da presidente do IPPC
Parecer de 23-10-1981 da Comissão "ad hoc" do IPPC a propor a classificação dos edifício na Avenida da República 97 a 97-C, 95 e 95-A e 93-A como IIP
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (classificou como VC) (ver Decreto)
Edital N.º 95/75 de 16-09-1975 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 18-03-1975 do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer de 7-03-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como VC

ZEP

Portaria n.º 740-BI/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ZEP do edifício sito na Avenida da República, 95 a 95-A, e do edifício sito na Avenida da República, 97 a 97-C) (ver Portaria)
Edital N.º 2/2010 de 4-01-2010 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 23-09-2009 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 3-07-2007 do presidente do IPPAR
Parecer favorável de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 16-02-2007 da DR de Lisboa (ZEP do Edifício na Avenida da República 95 a 95-A e do Edifício na Avenida da República 97 a 97-C)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As Avenidas Novas representam o desenvolvimento urbano que causou a expansão de Lisboa para norte em finais do século XIX e ao longo da primeira metade do século XX. Em 1910 a maior parte dos arruamentos estava concluída, compondo uma malha ortogonal de ruas e avenidas largas com passeios e praças arborizadas segundo os mais modernos conceitos urbanísticos, naturalmente destinadas às classes sociais mais abastadas. Este novo percurso de ascensão da cidade, vindo da Baixa e desembocando no Campo Grande, foi desde logo habitado pela burguesia emergente, que aí começou a construir os seus palacetes e prédios elegantes, tão típicos Lisboa do primeiro quartel do século XX. É disto exemplo o prédio situado na Avenida da República, nº 97-97-C.
As obras tiveram início em 1922, por iniciativa da firma então proprietária do terreno, e continuaram a partir de 1927 já a cargo de Bernardino Lopes, novo proprietário; a construção deveria estar quase finalizada no final desse ano. A Bernardino Lopes, construtor civil originário de Tomar, devem-se muitos prédios de rendimento dirigidos aos extractos mais altos da burguesia lisboeta, boa parte dos quais construídos nas Avenidas Novas. A motivação económica por detrás deste tipo de empreendimentos fica bem presente na altura do prédio, cujos 7 pisos permitiam um elevado número de apartamentos. A verticalidade é acentuada pela fachada estreita (compensada pela grande profundidade dos apartamentos) e por um corpo destacado em forma de torreão, coroado de alto coruchéu. Apresenta características híbridas entre o espírito neoclássico e a arquitectura Arte Nova, com elementos como a balaustrada e as janelas do último piso, mais clássicas, a utilização do arco abatido ultrapassado, e as janelas de gosto revivalista. De notar também a assimetria geral dos volumes e dos vãos. O remate do edifício é em frontões triangulares com tímpanos lavrados, com características de uma intervenção posterior.
Este imóvel, bem como os dois imediatamente anteriores, estavam em vias de classificação como conjunto desde 11/12/1981. Um deles foi entretanto demolido, e a classificação dos dois prédios restantes passou a correr de forma individual, de acordo com as distintas características de cada um.
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, IP / 2011

Imagens