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Pedra do Rasto dos Mouros - detalhe

Designação

Designação

Pedra do Rasto dos Mouros

Outras Designações / Pesquisas

-

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Sítio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Oliveira de Frades / Oliveira de Frades, Souto de Lafões e Sejães

Endereço / Local

-- -
Sejães

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de 3-05-2010 do director do IGESPAR, I.P. a revogar o despacho de abertura
Proposta de arquivamento de 22-04-2010 da DRC do Centro, por a competência para a classificação como IM ser actualmente da CM
Parecer de 21-11-1994 do Conselho Consultivo do IPPAR favorável à classificação como VC, mas a solicitar mais fundamentos para além do valor tradicional
Despacho de abertura de 18-05-1994 do vice-presidente do IPPAR
Propostas de abertura de 8-04-1994 e 6-05-1994 da DR de Coimbra
Proposta de 21-02-1992 da CM de Oliveira de Frades para a classificação como VC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

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Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Situado à beira do caminho que liga na actualidade as localidades de Sejães e Fornelo das Maias, ambas pertencentes ao concelho de Oliveira de Frades, o arqueosítio conhecido pela designação de "Pedra do Rasto dos Mouros" é constituído por uma rocha granítica, em cuja superfície foram gravadas (em época indeterminada) quatro pegadas humanas, dispostas em dois pares e com orientação diferenciada.
Desde cedo que o sítio mereceu a atenção e a curiosidade de personalidades locais e de entidades directa e/ou indirectamente conectadas às questões de salvaguarda patrimonial, numa altura em que a busca de testemunhos dos períodos mais remotos da ocupação humana do actual território português se convertera numa das principais demandas da intelectualidade nacional. Referimo-nos, em concreto, aos finais do século XIX e, mais propriamente, aos conturbados anos decorrentes do humilhante Ultimatum inglês (1890), que teve, em todo o caso, o mérito de reunir em torno de uma causa - a portuguesa - a maioria (senão todos) dos quadrantes da sociedade de então, catalisando as mais variadas sinergias com vista à elevação de uma forma de ser e de estar muito própria. E nada melhor do que (re)buscar nos vestígios dos primórdios da Humanidade a essência de que o país carecia, ao mesmo tempo que o substrato necessário à legitimação e reafirmação das nossas fronteiras geográficas, ao mesmo tempo que sentimentais, face a pretensões hegemónicas manifestadas por algumas coroas europeias.
Não admira, por isso, que exemplares tão inusitados, quanto o da "Pedra do Rasto dos Mouros" merecessem a atenção de diletantes e políticos, a ponto de ser incluída naquela que é considerada como a primeira grande lista de classificação do património edificado português, publicada ainda nos finais da expirante Monarquia, em Junho de 1910, embora já certamente influenciada pelos corredores republicanos, e como fruto imediato do labor produzido pelos poucos membros efectivos e correspondentes do Conselho Superior dos Monumentos Nacionaes, cujos vogais vinham, há muito, pugnando pela inventariação sistemática das denominadas "riquezas artísticas e arqueológicas" do país. Por conseguinte, nas vésperas da implantação do regime republicano, os vestígios arqueológicos assumiam, pela primeira vez entre nós, um estatuto legal equiparável às demais construções humanas, erguidas nos séculos e nas centúrias com escrita. E, de entre esses testemunhos, figurava, precisamente, o sítio em epígrafe.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

300 Sítios arqueológicos visitáveis em Portugal, Al-madan

Local

Almada

Data

2001

Autor(es)

RAPOSO, Jorge

Título

A consolidação do sistema agro-pastoril, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Susana de Oliveira

Título

Arte rupestre em Portugal (Beira Alta), Biblos

Local

Coimbra

Data

1925

Autor(es)

GIRÃO, Aristides de Amorim