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Capela de Mata de Lobos - detalhe

Designação

Designação

Capela de Mata de Lobos

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Santa Marinha de Mata de Lobos / Capela de Santa Marinha(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Figueira de Castelo Rodrigo / Mata de Lobos

Endereço / Local

-- no Cemitério de Mata de Lobos
Mata de Lobos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Primitiva igreja paroquial da localidade de Mata de Lobos, este pequeno templo foi presumivelmente construído na viragem para o século XV, embora seja de admitir que a sua configuração original fosse ainda de feição românica, fruto da primitiva organização populacional deste sector do reino, inicialmente vinculado a Ciudad Rodrigo.
É um imóvel quase quadrado, construído com aparelho regular de bom talhe nos cunhais e no enchimento, posteriormente rebocado. A fachada principal apresenta dois registos, ostentando o primeiro (que é marcado por portal axial de arco de volta perfeita) uma arquivolta de perfil apontado que parece corresponder à primitiva frontaria. A encimar o arco de acesso ao interior existe uma janela rectangular, datável já do período barroco.
Do lado Sul, a fachada é dominada por uma linha de cachorrada medieval, que suportou originalmente o telhado, entretanto elevada a uma cota superior na época moderna, para se poderem abrir as janelas laterais que iluminam o interior. Esta cachorrada inclui uma série decorativa de apreciável qualidade, quase integralmente antropomórfica, que carece de um estudo de género.
O interior, hoje em ruínas, apresenta um espaço único característico do final da Idade Média, dispersando-se algumas sepulturas que revelam ter servido de necrópole, entretanto transposta para as traseiras do templo, numa associação comum entre igreja de maior conteúdo simbólico e necessidade de se definir um cemitério para a freguesia.
Em 1758, as Memórias Paroquiais referem o templo como tendo sido edificado pelos Templários e servido de local de enterramento a esta Ordem. Nos anos 70 do século XX, realizaram-se escavações no interior da igreja, mas os resultados foram apenas escassamente noticiados, aguardando-se, assim, por um estudo integral do monumento.
PAF