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Património Cultural

Edifício na Praça da República (onde funcionou o Café Arcadas) - detalhe

Designação

Designação

Edifício na Praça da República (onde funcionou o Café Arcadas)

Outras Designações / Pesquisas

Edifício na Praça da República / Café Arcadas / Sede da Junta de Turismo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Mafra / Ericeira

Endereço / Local

Praça da República
Ericeira

Rua Dr. Eduardo Burnay
Ericeira

Rua Prof. Jorge Fialho
Ericeira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Declaração de Rectificação n.º 10-E/96, DR, I Série-B, n.º 127, de 31-05-1996 (rectificou o nome da Rua) (ver Declaração)
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Edital N.º 313/85 de 8-10-1985 da CM de Mafra
Despacho de homologação de 27-07-1985 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 18-07-1985 do vice-presidente do IPPC
Parecer de 11-07-1985 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como VC
Em 1-02-1985 a CM de Mafra enviou documentação para instrução do processo de classificação
Em 19-09-1983 foi solicitado à CM de Mafra o envio de documentação para instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 21-06-1983 da CM de Mafra, após deliberação camarária de 8-06-1983

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O edifício onde funcionou o célebre Café Arcadas implanta-se no centro da Ericeira encontrando-se, a sua fachada principal, virada ao largo mais importante da vila, a Praça da República, espaço que ainda hoje é mais conhecido como "Jogo da Bola".
Construído no século XIX em data incerta, destinando-se no início possivelmente a habitação, cedo a sua privilegiada localização determinou que passasse a desempenhar outras funções.
O imóvel apresenta uma planta retangular de volumetria uniforme sensivelmente paralelepipédica, com cobertura em telhado de quatro águas, munido de mansarda com janela e cobertura em telhado de três águas. A fachada virada a Norte, de embasamento direto, apresenta-se dividida em dois registos: primeiro andar rasgado por porta axial ladeada por duas janelas; segundo registo ritmado por três vãos de janela colocados a eixo dos vãos inferiores. O remate superior, por sua vez, é em cornija sobre a qual assenta o beirado. O alçado Este apresenta-se dividido em dois panos, sendo o primeiro recuado e o segundo rasgado em ambos os registos por sequência de cinco vãos de janela equidistantes. O alçado Oeste é dominado pela presença de um corpo avançado, dividido em dois registos: primeiro registo composto por galeria de circulação rasgado, sucessivamente, por vãos em ângulo reto; segundo registo com loggia coberta por alpendre com telhado de três águas assente sobre colunas. Relativamente ao alçado Sul, este apresenta-se flanqueado por outra construção.
Pela sucessão de funções e campanhas construtivas o edifício foi bastante alterado não preservando, no seu interior, praticamente nada de original, excetuando-se a colunata de pendor neoclássico em mármore róseo que sustenta um elegante teto de caixotões, marca do requinte arquitetónico de meados do século XX. O andar superior foi também profundamente reformulado dando lugar a um espaço amplo, hoje adaptado a galeria de exposições temporárias.
História
O edifício do antigo café é um dos mais característicos da Ericeira pela carga simbólica que adquiriu ao longo do século XX, ficando sobretudo conhecido, a partir da década de 20, no momento em que abriu portas como Cervejaria Lopes, ao tempo impulsionada por Manuel Lopes Matias. Pouco tempo depois o edifício transita para a posse de António Cardoso que o transformou em café "Bijou-Arcada". O cosmopolitismo que esta nova designação pretendia conferir ao espaço deu os seus frutos, sobretudo durante a gerência de um antigo emigrante no Brasil, Guilherme Miranda e, até à década de 50, o imóvel foi um dos locais de paragem obrigatória, sede da vivência social ericeirense, lugar de encontro da oposição democrático-republicana e palco para cafés-concertos, bailes e outros espetáculos, a que não faltou mesmo uma máquina automática de discos.
Entre os anos 70 e 80, passado já o período de maior fulgor, o espaço albergou a Cooperativa Abastecedora de Leite UCAL começando, pouco depois, a ameaçar ruina. Sujeito a obras de restauro por iniciativa da autarquia, reabriu no ano 2001 como posto de turismo local e galeria de exposições, funcionalidades que mantém na atualidade.
Maria Ramalho/DGPC/2015. Colaboração de Ana Pagará / Paulo Almeida Fernandes e Maria do Carmo Almeida / Câmara Municipal de Mafra

Bibliografia

Título

Breve historial do antigo Café Bijou-Arcada (Ericeira)

Local

Mafra

Data

1999

Autor(es)

CARÉ JÚNIOR, José