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Forte de São Sebastião e demais elementos arquitetónicos que subsistem dos baluartes e revelins que o ligavam ao castelo - detalhe

Designação

Designação

Forte de São Sebastião e demais elementos arquitetónicos que subsistem dos baluartes e revelins que o ligavam ao castelo

Outras Designações / Pesquisas

Forte de São Sebastião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Castro Marim / Castro Marim

Endereço / Local

- -
Castro Marim

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 31-B/2012, DR, 1.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (sem restrições) (ver Decreto)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 17463/2011, DR, 2.ª série, n.º 226, de 24-11-2011 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 13-10-1997 do Ministro da Cultura
Parecer de 16-11-1993 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como MN do Forte e das partes que restam dos Baluartes e Revelins exteriores que se ligavam ao Castelo
Despacho de abertura de 31-01-1988 do vice-presidente do IPPC
Proposta de 22-09-1986 da CM de Castro Marim para a classificação como MN

ZEP

Devolvido à DRC do Algarve por despacho de 18-11-2013 da diretora-geral da DGPC para reanálise da proposta
Proposta de 16-10-2013 da DRC do Algarve, ouvida a CM de Castro Marim

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Sítio
O forte de São Sebastião localiza-se no cerro do Cabeço, a Sudoeste da colina do castelo de Castro Marim, na margem direita do rio Guadiana, a cerca de 35 m de altitude. Esta posição elevada e sobranceira à colina do castelo permite reforçar a sua defesa, bem como proteger os esteiros localizados a Sul.
Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos neste sítio, no âmbito da recuperação e valorização do forte, identificaram estruturas e materiais enquadrados em cinco fases de ocupação distintas, a mais antiga integrada na I Idade do Ferro (século VII / V a. C.) e a mais recente do século XIX.
Os vestígios da I Idade do Ferro identificados são escassos, correspondendo principalmente a artefactos cerâmicos e raras estruturas. Não obstante a dificuldade na caracterização desta ocupação, parece estar relacionada com as fases IV e V do castelo de Castro Marim, tendo eventualmente diferentes funcionalidades.
Do período Romano Republicano (final do século II / primeira metade do século I a. C.) registaram-se vestígios de estruturas e um conjunto artefactual diversificado (cerâmica comum, cerâmica campaniense, ânforas itálicas), proveniente na sua maioria do topo do cabeço. Esta ocupação enquadra-se no processo de conquista romana do território algarvio, sendo anterior às evidências de romanização do povoado indígena da colina do Castelo. Esta ocupação pode estar relacionada com os materiais romanos identificados no sítio do Enterreiro, localizado no sopé do cabeço, e interpretado como um possível embarcadouro.
História
O forte de São Sebastião foi construído durante a Guerra da Restauração da Independência de Portugal, no ano de 1641 (reinado de D. João IV), no cerro onde se erguia uma pequena ermida abobadada quinhentista, com o objetivo estratégico de reforçar a defesa do castelo medieval, tornando mais robusta a proteção da entrada do Guadiana. Assim, Castro Marim tornou-se a principal praça-forte do Algarve, desempenhando um importante papel na estratégia defensiva da fronteira do extremo Sul de Portugal.
Na primeira fase de construção (1641), o forte apresentava dimensões modestas, uma planta irregular, com quatro meios baluartes e acesso orientado a Norte com ponte levadiça, tendo sido utilizadas principalmente matérias-primas locais. A edificação expedita deste forte, em ambiente de guerra, permite explicar a precaridade das suas características construtivas e as diversas fases de reparação e remodelação posteriores.
Em 1660, edifica-se uma cerca com cinco baluartes, várias cortinas de muralhas, que ligavam o forte de São Sebastião ao castelo de Castro Marim e duas portas São Sebastião (próximo do forte) e Santo António (na colina do castelo). Esta estrutura de morfologia poligonal irregular delimitava praticamente toda a vila de época moderna e era reforçada pelo revelim de Santo António (estrutura semicircular, delimitada por banquetas para colocação das peças de artilharia), que se localizava no cerro da rocha do Zambujal, garantindo o controlo do estuário do Guadiana.
Estas fortificações foram muito afetadas por vários sismos que ocorreram no século XVIII, com especial destaque para o de 1755, o que terá motivado as reconstruções realizadas nas primeiras décadas do século XIX.
Nestas remodelações o forte é reduzido ao reduto central, construindo-se a cortina do forte e as casamatas, que em associação aos baluartes do lado oeste (Enterreiro e São Sebastião) permitiram a criação da "Cidadela do Forte", desempenhando funções de aquartelamento militar. Estas alterações arquitetónicas e funcionais, bem como o crescimento urbano de Castro Marim, conduziram ao abandono da restante muralha e dos baluartes do lado Este.
Catarina Costeira
DGPC, 2018

Imagens

Bibliografia

Título

Apontamentos para a História das Fortificações do Reino do Algarve - o mapa das Fortificações do Algarve Desenhado por José de Sande Vasconcelos, Anais do Município de Faro, nº 12, Faro, 1982

Local

-

Data

-

Autor(es)

CALLIXTO, Carlos Pereira

Título

Castelos, fortalezas e torres da região do Algarve

Local

Faro

Data

1997

Autor(es)

COUTINHO, Valdemar

Título

Apontamentos históricos sobre Castro Marim

Local

-

Data

1978

Autor(es)

MOREIRA, Maria da Conceição

Título

Fotogrametria do troço de muralha do Forte de São Sebastião, Pedra e Cal, nº15, Julho-Setembro de 2002, p.30

Local

-

Data

2002

Autor(es)

AIRES, Paulo

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Dinâmica defensiva da costa do Algarve. Do período islâmico ao século XVIII

Local

Portimão

Data

2001

Autor(es)

COUTINHO, Valdemar

Título

Algarve - Castelos, Cercas e Fortalezas

Local

Faro

Data

2008

Autor(es)

MAGALHÃES, Natércia

Título

As ocupações antigas e modernas do forte de São Sebastião, Castro Marim. Xelb - Actas do 5º Encontro de Arqueologia do Algarve (Silves, 25 a 27 de Outubro de 2007), 8, p. 365 - 395.

Local

Silves

Data

2008

Autor(es)

PEREIRA, Carlos, ARRUDA, Ana Margarida

Título

O sítio arqueológico do Enterreiro, Castro Marim. Revista Portuguesa de Arqueologia, 18, p. 181 - 194.

Local

Lisboa

Data

2015

Autor(es)

PEREIRA, Carlos, ARRUDA, Ana Margarida

Título

A estrutura urbana de Castro Marim. Promontoria, 10, p. 115 - 136.

Local

Faro

Data

2013

Autor(es)

PIRES, Osvaldo, PIRES, Pedro