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Igreja de São José do Hospital ou do Espírito Santo - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São José do Hospital ou do Espírito Santo

Outras Designações / Pesquisas

Convento e Igreja de São José / Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Tavira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Tavira / Tavira (Santa Maria e Santiago)

Endereço / Local

Praça Zacarias Guerreiro
Tavira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 102/2014, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2014 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 23-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 5-12-1991 do presidente do IPPC
Proposta de 29-11-1991 do IPPC para a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 28-11-1983 da CM de Tavira

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

"Existiria uma Ermida - de São Brás- vizinha do Hospital, ermida esta pertencente às Irmandades de São Brás e de Santa Maria e onde a Misericórdia teve o seu primeiro assento. Dela restam algumas construções góticas ainda hoje visíveis nas dependências da Capela de São José. O primitivo templo religioso do Hospital do Espírito Santo, foi assim, a Ermida de São Brás. A Igreja do Espírito Santo, vulgo de São José, terá sido construída em 1708, (data assinalada na fachada). A denominação surge, desde 1721, em substituição da do Espírito Santo, nome pelo qual se passou a designar unicamente o hospital. Em 24 de Julho de 1747, por determinação de El-Rei D.João V, recebeu o título de Capela Real, tendo-a o rei tomado sob sua imediata protecção e que assim continuassem os seus sucessores. De nave única, tem planta rectangular, ângulos cortados (octógono irregular). Um claustro de linhas simples e os vestígios góticos da Igreja de São Brás. Os vestígios de construções góticas são ainda hoje visíveis nas dependências da Capela, o que leva a concluir que, tanto as reedificações levantadas antes do terramoto, como as que se processaram a seguir a ele, aproveitaram as paredes e coberturas que estavam sólidas, conservando-lhe nestas últimas o gótico dos artesoados, ou integrando-as nas novas paredes a erguer. No corredor que conduz às escadas do púlpito, pode-se admirar um troço de coluna com o seu capitel decorado com motivos florais. Porém, de maior interesse é a pequena capela em cujo tecto as nervuras ogivais são fechadas pelas armas dos Melos e dos Costas. Os primeiros, da família dos Comendadores de Cazevel, do ramo dos senhores de Olivença, estabeleceram-se em Tavira no séc. XVI, quando esta cidade foi porto de mar donde partiam os capelães para o Norte de África. Na citada capela existem, igualmente dignas de nota, uma pequena rosácea e uma lápide sepulcral, datada de 1549, onde se lê: :"Aqui jaz Jorge Frz he sua irmã Caterina Francesa, faleceu ho primeiro de Julho era der 1549 anos". O altar-mor é um belo exemplar de pintura em "trompe l'oeil", com colunas de talha fingidas, à excepção das do trono e das duas mísulas onde estão colocadas as imagens antigas de São Vicente Ferrer e da Virgem com o Menino. O escudo e coroa reais que o adornam, dão testemunho do título conferido por D. João V. Colocados de canto, junto ao arco triunfal, mas já no corpo da Igreja, vêem-se dois pequenos altares de talha "rocaille", com o retábulo em forma de oratório fechado por vidraça". O Hospital de São José é um edifício notável, com uma bela fachada lisa e caiada, apenas animada por um frontão de recorte barroco. A cantaria da porta principal, com os seus concheados "rocaille", enriquece a frontaria. Este conjunto ocupa por inteiro um lado da Praça Zacarias Guerreiro proporcionando um belo cenário. O corpo do Hospital já sofreu uma ampliação moderna na sua parte posterior." In Plano de Reabilitação Salvaguarda do Centro Histórico de Tavira, da autoria de Carlos Duarte e José Lamas, Ldª., 1985

Imagens

Bibliografia

Título

Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

DIAS, Pedro