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Mercado de Escravos - detalhe

Designação

Designação

Mercado de Escravos

Outras Designações / Pesquisas

Vedoria
Alfândega de Lagos / Mercado de Escravos / Vedoria de Lagos / Alfândega de Lagos / Núcleo Museológico Rota da Escravatura(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Alfândega

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Lagos / São Gonçalo de Lagos

Endereço / Local

Praça Infante D. Henrique
Lagos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 177/2014, DR, 2.ª série, n.º 44, de 4-03-2014 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 23-10-2002 do Ministro da Cultura
Parecer de 26-09-2002 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Informação de 29-06-1998 da DR de Faro a propor a classificação
Despacho de abertura de 8-08-1991 do presidente do IPPC
Proposta de 31-07-1991 do IPPC para a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 8-01-1987 da CM de Lagos

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Mercado de Escravos foi o último dos edifícios seiscentistas, de carácter civil e de apoio à Praça forte de Lagos, a ser construído. Integra-se no mesmo contexto de racionalização dos recursos, e de especialização dos espaços, que deu origem à Oficina do Espingardeiro e ao vizinho Armazém Regimental, mas a sua linguagem arquitectónica e estilística, bem como a diferente projecção e o cuidado posto no lançamento dos seus volumes, colocam-no num lugar bem distinto dos restantes.
Ao que uma extensa epígrafe indica, a sua construção deu-se em 1691, por vontade do 2º Marquês de Niza, D. Francisco Luís da Gama, que edificou o Corpo da Guarda "sobre o edifício que primeiramente serviu como venda de escravos, que existia desde o século XV" (PAULA, 1992, p.211).
Estilisticamente, é um monumento de grande impacto urbanístico, constituindo mesmo um dos vértices da principal praça da cidade, defronte da igreja Matriz. Compõe-se de dois pisos, de arquitectura racionalizada, erudita e simétrica. A fachada principal, organizada a dois registos, dispõe de um amplo narthex, de dupla arcaria, hoje protegido com grades de ferro, atribuível ainda a um período maneirista. Superiormente, duas grandes janelas rectangulares e molduradas, de finais do século XVII, demonstram a qualidade da obra empreendida pelo conde de Niza. No piso térreo, o espaço interior é ocupado por uma vasta sala, actualmente convertida em galeria de arte. No andar superior, funcionou a Alfândega de Lagos, até 1820, altura em que transitou para o Edifício da Portagem. A Direcção Geral das Alfândegas mantém, ainda, a posse parcial do imóvel. Ao longo dos séculos, desempenhou várias funções, como a de Vedoria, que deu mesmo o nome a uma das ruas laterais.
Na praça principal da cidade, constituindo mesmo um dos seus vértices definidores, o Mercado de Escravos é um dos mais emblemáticos monumentos da cidade, reafirmando, pela sua existência, a umbilical ligação de Lagos à empresa dos Descobrimentos e cristalizando, até à actualidade, a memória do local onde, desde a primeira hora, se instalou a venda de escravos.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Estudo historico-monográfico da freguesia de Santa Maria do concelho de Lagos

Local

Lagos

Data

1992

Autor(es)

MARTINS, José António Jesus

Título

Monografia de Lagos

Local

Porto

Data

1909

Autor(es)

ROCHA, Manuel João Paulo

Título

Lagos, Evolução Urbana e Património

Local

Lagos

Data

1992

Autor(es)

PAULA, Rui Mendes