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Edifício na Avenida das Acácias - detalhe

Designação

Designação

Edifício na Avenida das Acácias

Outras Designações / Pesquisas

Edifício na Avenida das Acácias, 34 / Vila Ralph (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril

Endereço / Local

Avenida das Acácias
Monte Estoril

Número de Polícia: 34

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Edital de 21-03-1986 da CM de Cascais
Despacho de homologação de 27-07-1985 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 12-07-1985 do vice-presidente do IPPC
Parecer de 11-07-1985 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como VC
Despacho de 14-04-1983 do Secretário de Estado da Cultura a determinar que se promovesse a audição do proprietário
Parecer de 29-03-1983 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como VC
Em 4-05-1981 foi dado conhecimento à CM de Cascais de que o imóvel se encontrava em vias de classificação
Despacho de 24-04-1981 do Secretário de Estado da Cultura a determinar que se estudasse a conveniência de uma classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Localizada em pleno centro do Monte Estoril, a Villa Ralph assume-se como uma das mais relevantes edificações desta localidade, destacando-se, sobretudo, pelo património azulejar que integra. O promotor da obra, James Gilman, segundo proprietário da Fábrica de Louça de Sacavém, encomenda o projeto ao arquiteto Gaston Landeck, em 1899. A sua ligação a esta importante unidade de produção, explica a presença no edifício de uma grande diversidade de fórmulas azulejares. No exterior, o corpo sul integra frisos arte nova que seccionam o alçado em andares, incluindo um terraço que integra algumas composições de Jorge Colaço. No entanto, é no interior que a utilização de decoração de azulejos mais se evidencia, quer em número, como em qualidade. A presença de grandes painéis narrativos, mitológicos e/ou palacianos, um deles retratando uma armada inglesa num mar revolto, interligam-se com frisos vegetalistas arte nova, formando uma solução aparentemente anacrónica, mas de surpreendente harmonia.
Arquitetonicamente, a moradia detém um indisfarçável impacto cenográfico, na medida em que aproveita um acentuado declive para desfrutar de uma deslumbrante vista para sul. Esta circunstância foi reforçada pelo próprio desenvolvimento vertical do monumento, com quatro andares e com um corpo avançado meridional de dois pisos, amplamente envidraçado que permite uma inequívoca relação entre interior e exterior. Este corpo serve também de suporte a um grande terraço aberto ao nível do terceiro piso, que se constitui como outra marca de cenografia e de fruição da paisagem do Monte Estoril.História
O edifício, que hoje voltou a ser uma residência privada, serviu em tempos como sede do Colégio João de Deus, vindo depois a ser adquirido pelo Estado, em 1983, para aí instalar a Inspeção da Polícia Judiciária de Cascais.
Paulo Fernandes/2007, atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2015

Imagens

Bibliografia

Título

Estoril a visitar. Monte Estoril / Estoril

Local

Cascais

Data

2007

Autor(es)

FERNANDES, Paulo Almeida