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Património Cultural

Palacete na Rua Dr. Alexandre Braga, incluindo o logradouro - detalhe

Designação

Designação

Palacete na Rua Dr. Alexandre Braga, incluindo o logradouro

Outras Designações / Pesquisas

Antiga Quinta do Espírito Santo / Palacete na Rua Dr. Alexandre Braga, n.º 6 (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palacete

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Odivelas / Odivelas

Endereço / Local

Rua Dr. Alexandre Braga
Odivelas

Número de Polícia: 6-6 A

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Despacho de 1-08-2019 da diretora-geral da DPC a determinar que o processo seja enviado para o arquivo
Em 19-12-2018 a CM de Odivelas informou que já não considerava pertinente a sua proposta de reclassificação do imóvel
Em 4-10-2018 a CM de Odivelas informou que o imóvel se encontrava em oobras de requalificação e beneficiação e que a autarquia se encontrava a estudar outras possibilidades oara a instalação do museu

Em 11-08-2017 foi solicitado à CM de Odivelas o envio do projeto de reabilitação / transformação em Museu da Cidade
Proposta de 5-12-2016 da CM de Odivelas para a reclassificação como MIP
A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O palacete da antiga Quinta do Espanhol, situa-se num terreno sobranceiro à ribeira de Odivelas que corre junto a uma das suas fachadas laterais (lado Oeste), encontrando-se também muito próximo da "Ponte dos Caldas". A fachada principal, por sua vez, encontra-se virada a Sul onde se implanta a rua Alexandre Braga.
Construído, muito possivelmente no decorrer do século XVIII, a sua arquitetura apresenta algumas das características mais comuns em edificações civis desse período, ostentando uma planta retangular de volume único, telhado de quatro águas com quatro trapeiras, friso de pedra, cornija e beirado saliente. A construção é de alvenaria de pedra apresentando, depois da intervenção de 2019, fachadas de cor amarela quando antes eram vermelhas. Estas são percorridas por rodapé em cantaria de calcário que se liga aos cunhais apilastrados executados no mesmo material. O primeiro piso, ou andar nobre, apresenta-se definido por friso em pedra ao nível das seis janelas de sacada de lintel contracurvado e grades de ferro. No piso térreo surgem quatro janelas de guilhotina que formam, com as do piso nobre, uma única composição. Este ritmo simétrico converge, ao centro, para as duas portas de entrada. Nos restantes alçados, verifica-se uma composição idêntica. Na extremidade Este da fachada principal, localiza-se um portão de ferro forjado, sustentado por dois pilares em silharia fendida, encimados por urnas. Este portão dá acesso ao logradouro cujo muro de topo apresenta um banco de espaldar ornado por azulejos de figura avulsa. Apesar de diminuto, o espaço do logradouro incluiu três fontes, uma de espaldar concheado com azulejos representando um vaso de flores e as outras com motivos embrechados. A fachada posterior, por sua vez, dá para um jardim organizado, embora não monumental, onde se destaca um conjunto de belos plátanos e um lago com chafariz em calcário branco de planta circular e muro galbado.
No interior da habitação evidencia-se, desde logo, o vestíbulo onde se encontra a escadaria que dá acesso ao piso superior ou zona nobre, composta por amplos salões com paredes e sobreportas pintadas. Nestes espaços é evidente a intervenção de gosto neoclássico, ocorrida já no século XIX, destacando-se as pinturas de inspiração pompeiana, os frisos de flores, as laçarias, os medalhões e as grinaldas, bem característicos deste período mas que também se adaptam, de forma particular, à vivência campestre tão caraterística das quintas do termo de Lisboa, onde a Natureza surgia como principal inspiração. Refira-se que alguns investigadores admitiram também a hipótese destas pinturas serem da autoria do "Mestre Basalisa".
História
o edifício integra a designada Quinta do Espanhol, nome que se relaciona com a origem do seu proprietário, António Maria Bravo, nascido em Sevilha. António Bravo, morador em Lisboa, adquire o palacete em 1849 para sua casa de campo, acabando no entanto por falecer pouco depois, em 1858, passando a propriedade para a posse de um filho com o mesmo nome. A propriedade confrontava a Sudeste com uma outra quinta de nome Espirito Santo, dando origem a uma certa confusão na atribuição do nome. António Bravo filho ficou conhecido como um grande benemérito, sendo responsável pela fundação de uma escola dentro do próprio palacete e ainda da "Sociedade Musical Odivelense". O inventário do Mosteiro de Odivelas de 1887 refere que a Quinta era propriedade do Mosteiro, passando o edifício, a partir de determinada altura, a integrar o Instituto de Odivelas. Em 1967 o palacete foi atingido pelas cheias, tendo a água chegado ao primeiro piso. Em 2003 o imóvel é adquirido pela Câmara Municipal de Odivelas, tendo no entanto continuado a albergar, pelo menos até 2005, a Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas. A partir de 2007 desenvolvem-se algumas ações de reabilitação, tarefa terminada apenas em 2019.
Maria Ramalho/DGPC/2020

Imagens

Bibliografia

Título

O Concelho de Odivelas: memória de um povo, 2ªed

Local

Odivelas

Data

2001

Autor(es)

VAZ, Maria Máxima

Título

A casa Rural dos Arredores de Lisboa no Século XVIII

Local

Porto

Data

1999

Autor(es)

CALDAS, João Vieira